O Chelsea reencontrou o caminho das vitórias na Champions League ao superar o Barcelona por 3 a 0, na noite de terça-feira, 25 de novembro de 2025, em Stamford Bridge. O resultado devolve a equipe londrina à zona de classificação direta no novo formato do torneio continental, enquanto o clube catalão se vê pressionado na parte intermediária da tabela geral. A atuação consistente dos Blues teve dois protagonistas claros: Estêvão, autor de um golaço, e Cucurella, que anulou Lamine Yamal e ainda participou do primeiro gol.

Pressão alta desde o apito inicial

Com a necessidade de reagir após o empate sem gols na rodada anterior, o técnico Enzo Maresca colocou seu time em campo com postura agressiva. Logo nos minutos iniciais, o Chelsea adiantou a marcação, forçou erros de saída do Barcelona e imprimiu ritmo intenso de passes curtos. A estratégia deu resultado: embora tenha balançado a rede duas vezes antes da metade do primeiro tempo, o clube inglês viu o VAR anular ambos os lances — o primeiro por toque de mão de Fofana e o segundo por impedimento de Chalobah.

O domínio territorial, porém, não esfriou. Aos 27 minutos, em cobrança de escanteio curta, Estêvão recebeu na quina da grande área e tocou para Cucurella, que se infiltrava pela direita. O lateral espanhol cruzou rasteiro, Koundé tentou o corte e desviou contra o próprio gol, abrindo o placar em Londres. O 1 a 0 refletia o que se via em campo: intensidade e superioridade dos Blues em todos os setores.

Cucurella neutraliza Lamine Yamal

Peça fundamental no último terço ofensivo, Cucurella foi ainda mais importante na retaguarda. Encostado em Lamine Yamal do primeiro ao último minuto que esteve em campo, o lateral não deu respiro ao jovem catalão. Ganhou duelos individuais, fechou linhas de passe e obrigou o Barcelona a buscar alternativas pelo lado oposto. Sempre bem posicionado, o espanhol ainda arrancou aplausos da torcida ao conseguir cinco desarmes limpos e duas interceptações decisivas na primeira etapa.

A missão ficou ainda mais complicada para o time de Xavi Hernández aos 43 minutos, quando Ronald Araújo recebeu o segundo cartão amarelo após falta dura em Cucurella. Com um jogador a menos, o Barcelona recuou suas linhas e viu o Chelsea aumentar a pressão já na volta dos vestiários.

Estêvão mostra por que merece ser titular

Poupado no fim de semana diante do Burnley, Estêvão correspondeu à confiança do treinador com desempenho de veterano. Aos nove do segundo tempo, o atacante de 18 anos arrancou pela direita, aplicou drible desconcertante em Cubarsí, deixou Alejandro Balde para trás e finalizou de pé direito, no ângulo de Joan García, ampliando para 2 a 0. O golaço inflamou o estádio e consolidou o controle absoluto dos Blues sobre a partida.

Além da pintura que entrou na seleção da rodada da Champions, Estêvão foi o principal elo entre meio-campo e ataque. Combinou aceleração nos contra-ataques, passes em profundidade e boa leitura de espaço. Foram quatro chances criadas, duas finalizações certas e 90% de aproveitamento nos passes. O jovem, que ainda luta por vaga entre os 11 iniciais, deixou um recado claro ao treinador: sua presença em jogos grandes tende a ser determinante.

Delap fecha a conta e garante placar elástico

Com o Barcelona entregue, o Chelsea manteve o ímpeto ofensivo. Aos 73, Liam Delap — muitas vezes questionado pela torcida — recebeu cruzamento de Palmer, antecipou a defesa e cabeceou firme para definir o 3 a 0. O goleiro catalão ainda fez duas defesas importantes nos minutos finais, evitando uma goleada maior.

As estatísticas traduzem a superioridade inglesa: 19 finalizações contra 6, 62% de posse de bola favorável aos donos da casa e 8 grandes chances criadas. Na defesa, os Blues conseguiram neutralizar completamente o trio ofensivo visitante, limitando Yamal e Ferran Torres a um único arremate perigoso cada.

Situação na tabela e próximos compromissos

O triunfo leva o Chelsea a 10 pontos, resultado suficiente para assumir o quarto lugar geral nesta fase de pontos corridos da Champions League 2025/26. O Barcelona permanece com 7, agora na 15ª colocação, e terá de recuperar terreno nas três rodadas finais para evitar cruzamento complicado no mata-mata.

As equipes voltam a campo no fim de semana por suas ligas nacionais. Os londrinos recebem o Arsenal no domingo, 30 de novembro, às 13h30 (de Brasília), em clássico válido pela Premier League. Já os catalães encaram o Alavés no sábado, 29 de novembro, às 12h15, no Estádio Olímpico Lluís Companys, pela 15ª rodada da LaLiga.

Enquanto Maresca comemora o desempenho coletivo e a consolidação de jovens como Estêvão, Xavi tem a missão de reorganizar o setor defensivo após mais uma partida com falhas individuais graves. No entanto, ambos os treinadores sabem que o calendário apertado exige respostas rápidas, já que a próxima data da Champions chega em menos de duas semanas.

Fim da notícia.

Com informações de Trivela

By bugou

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