Madri (ESP) – O Real Madrid confirmou, na manhã desta segunda-feira (08), que Éder Militão sofreu uma nova contusão séria na coxa esquerda. O zagueiro teve diagnosticada lesão no bíceps femoral com comprometimento do tendão proximal, quadro que, segundo o departamento médico merengue, exigirá entre três e quatro meses de tratamento intensivo.
O período estimado de recuperação coloca em risco a participação do defensor nos próximos compromissos da Seleção Brasileira, programados para março, nos Estados Unidos. A equipe comandada por Carlo Ancelotti tem amistosos agendados contra Croácia e França, encontros que servirão de preparação direta para a Copa do Mundo. Se o cronograma inicial se confirmar, Militão não estará disponível nessas datas e passará a conviver com dúvida sobre sua convocação para o Mundial.
A nova lesão ocorreu no fim de semana, durante a derrota por 1 a 0 para o Celta de Vigo, no Santiago Bernabéu. O lance aconteceu ainda na primeira etapa: após sentir dores musculares, o camisa 3 sentou-se no gramado e solicitou substituição. Na saída, já mancando, foi observado sem conseguir apoiar o pé no chão. O revés do Real ainda foi agravado por três expulsões, entre elas a do atacante Endrick, que estava no banco de reservas.
O contratempo de agora interrompe ascensão recente do brasileiro no clube espanhol. Na temporada passada, Militão ficou fora de 59 partidas entre Real Madrid e Seleção em virtude de três lesões consecutivas: duas de natureza muscular e um rompimento de ligamento. Mesmo assim, conseguiu retornar antes do encerramento de 2025/26 e recuperou a titularidade absoluta na defesa merengue, sem permitir brechas à concorrência.
O desempenho pós-recuperação foi tão convincente que Ancelotti, buscando novas alternativas táticas, utilizou o defensor como lateral-direito no amistoso da Seleção Brasileira contra Senegal. A atuação rendeu elogios e colocou o atleta na liderança da lista de opções para o setor, reforçando sua importância tanto no clube quanto no escrete nacional.
Agora, o quadro clínico altera todo o planejamento. A previsão de três a quatro meses de inatividade coincide com a fase final de observação de atletas para a Copa. Caso o prazo máximo se confirme, o jogador só voltaria aos gramados perto da convocação definitiva, cenário que eleva o risco de corte para a principal competição do futebol mundial.
No Real Madrid, a baixa prolongada obriga a comissão técnica a rever a composição do sistema defensivo em um momento decisivo da campanha. Militão vinha formando dupla de zaga com jogadores que variavam conforme o adversário, além de oferecer opção na lateral. Sua ausência força o treinador a recorrer a alternativas internas até que o brasileiro esteja novamente liberado para atuar.
Pelo lado da Seleção, a preocupação se estende além dos amistosos de março. Militão é considerado peça chave não apenas pela consistência defensiva, mas pela versatilidade que demonstrou ao cumprir diferentes funções em campo. Sem o zagueiro, a comissão terá de ajustar o elenco que viajará para os Estados Unidos e observar outros nomes capazes de cumprir papel semelhante.
O histórico recente aumenta a apreensão. Em 2025/26, o defensor conviveu com um longo processo de reabilitação, sobretudo após sofrer rompimento de ligamento, lesão que, tradicionalmente, exige extenso período de fisioterapia e readaptação física. Mesmo superando o problema anterior e retomando alto nível competitivo, o número elevado de partidas ausentes (59 no total) ilustra a sequência de obstáculos musculares enfrentados.
Apesar dos reveses, Militão demonstrou rápida evolução técnica e física após cada retorno. Essa capacidade de recuperação reforçou a confiança da comissão técnica do Real Madrid, que não hesitou em recolocá-lo no time titular. Contudo, a nova contusão impõe pausa inesperada numa trajetória que, até a semana passada, apontava para consolidação como titular absoluto no clube e na Seleção.
Internamente, o departamento médico merengue já traça programa específico, que inclui fisioterapia intensiva e trabalhos de fortalecimento progressivo. O plano prevê avaliação semanal para medir resposta do tecido lesionado. Somente após as primeiras seis semanas será possível estimar data de retorno aos treinos com bola.
Enquanto isso, a comissão de Ancelotti estipula ajustes táticos imediatos. Com a defesa desfalcada, o treinador poderá promover mudanças no esquema ou na distribuição de funções, buscando compensar a ausência do brasileiro. A temporada caminha para fases decisivas em competições domésticas e internacionais, circunstância que torna cada ausência ainda mais impactante.

Imagem: Fábio Malvezzi
Na seleção, a situação também causa repercussão. Ancelotti, que acumula responsabilidades à frente do Brasil, precisa tomar decisões antecipadas sobre a lista para os amistosos de março. Com Militão fora de combate, surge a necessidade de convocar outro nome que ofereça solidez defensiva e, preferencialmente, capacidade de atuar como lateral em caso de emergência.
A cena da lesão, registrada pelas câmeras do Bernabéu, impressionou. Ao tentar corte na intermediária, o zagueiro levou a mão à parte posterior da coxa esquerda e, imediatamente, caiu no gramado. O corpo médico foi acionado, e a substituição ocorreu poucos minutos depois. Nos corredores do estádio, o jogador deixou o campo apoiado em membros do staff, já indicando gravidade do problema.
Essa é a quarta lesão no currículo recente de Militão, todas registradas em um intervalo inferior a dois anos. Mesmo com avaliações positivas quanto ao comprometimento do atleta com a prevenção, o acúmulo de ocorrências alerta para necessidade de acompanhamento detalhado de carga de treino e ritmo de jogo quando ele voltar aos gramados.
O cenário provoca apreensão também entre torcedores brasileiros, que passaram a enxergar o defensor como garantia de segurança no setor. A expectativa era de que, com sequência de atuações, o jogador chegasse à Copa do Mundo no auge de rendimento. A lesão, contudo, atrapalha esse cronograma e deixa a comissão técnica diante de incógnita importante.
Até o momento, nem Real Madrid nem Seleção divulgaram previsão exata de retorno. O clube espanhol limitou-se a informar a lesão no comunicado oficial, ressaltando que “o atleta já iniciou o processo de recuperação sob supervisão do departamento médico”. Não houve comentários adicionais sobre possíveis datas para reestreia ou meta específica ligada à competição internacional.
Nos bastidores, a prioridade é respeitar cada estágio de cicatrização. Qualquer tentativa de acelerar o tratamento pode agravar o quadro e, em último caso, comprometer toda a temporada do jogador. Por isso, o planejamento inicial de três a quatro meses tende a ser mantido, mesmo que signifique ausência nos amistosos de março e incerteza para o Mundial.
Com a confirmação da lesão de Militão, o Real Madrid soma mais um problema disciplinar e físico em semana marcada pela derrota em casa e pelas três expulsões contra o Celta de Vigo. A combinação de desfalques e suspensão aumenta o desafio para os próximos compromissos do clube, que terá de administrar elenco enxuto em calendário apertado.
Enquanto isso, o defensor inicia novamente rotina de fisioterapia, exercícios controlados e sessões de fortalecimento. Nas redes sociais, seu estafe reforçou que o objetivo é “voltar mais forte”, mensagem já compartilhada em ocasiões anteriores. A timeline de recuperação, contudo, dependerá da resposta do organismo e do desenrolar de cada avaliação médica.
Por ora, a certeza é que Carlo Ancelotti e a comissão da Seleção Brasileira precisarão reorganizar o planejamento sem contar com Éder Militão até, pelo menos, o início do segundo trimestre do ano. O relógio para a Copa do Mundo segue em contagem regressiva, e o zagueiro terá de enfrentar mais uma corrida contra o tempo para estar em plena forma quando for necessário.
Com informações de esportes.com.br