Uma goleada por 3 a 0 para o Chelsea, sofrida na última terça-feira (25), acendeu o sinal de alerta no Barcelona. A atuação na partida preparatória, sob comando de Hansi Flick, expôs a falta de intensidade física e de profundidade do elenco, ponto que rapidamente ganhou espaço no debate interno do clube. Diante do cenário, o empresário André Cury indicou um nome que, segundo ele, pode oferecer exatamente o que falta ao time: Éderson, volante brasileiro que pertence à Atalanta.

Em entrevista ao programa catalão Què T’hi Jugues!, veiculado poucos dias depois do revés, Cury afirmou que o meio-campista de 26 anos reúne as características ideais para o modelo de jogo de Flick. “Um jogador que penso que pode se adaptar muito bem ao sistema, trazendo muito físico e um grande raio de ação, é o Éderson, que joga na Atalanta. É uma oportunidade porque está em final de contrato”, declarou o agente, referindo-se ao vínculo que termina em 30 de junho de 2027.

Perfil e números do volante brasileiro

Desde que chegou a Bérgamo, no início da temporada 2022/23, Éderson acumulou 151 partidas oficiais, marcou 14 gols e distribuiu cinco assistências. Com a camisa 13, consolidou-se como peça fundamental na equipe de Gian Piero Gasperini, principalmente por sua capacidade de cobrir grande área do campo, pressionar adversários e sustentar transições rápidas – qualidades vistas como essenciais no estilo que Flick tenta implementar no Camp Nou.

O brasileiro também se notabiliza pela polivalência. Além de atuar como segundo volante, é utilizado em posições mais adiantadas ou recuadas, oferecendo ao treinador diferentes opções táticas. Essa versatilidade, segundo Cury, agregaria soluções imediatas a um elenco do Barça que carece de força física no setor central.

Situação contratual e estratégia da Atalanta

Embora o contrato de Éderson tenha validade até meados de 2027, a Atalanta já admite negociar o atleta antes desse prazo. Dirigentes do clube italiano entendem que, caso receba proposta vantajosa, é preferível vendê-lo em vez de correr risco de perdê-lo a custo zero no futuro. A avaliação interna fixa o preço mínimo em 50 milhões de euros – cerca de R$ 310 milhões na cotação atual.

Fontes próximas ao estafe do jogador confirmaram que conversas com interessados ocorrem desde o meio da temporada passada. O grupo que gerencia a carreira do volante trabalha com diferentes cenários para a próxima janela de transferências europeia, que se abre em janeiro. A expectativa é de que novidades surjam logo no início do mercado, sobretudo se algum clube aceitar aproximar-se do valor estipulado pelos italianos.

Manchester United mantém diálogo avançado

Entre os possíveis destinos, o Manchester United surge como o mais adiantado. O clube inglês monitora o atleta há pelo menos duas temporadas e quase fechou acordo em junho de 2025. Naquela ocasião, chegou a formalizar proposta à Atalanta e alinhavou salários com o jogador, mas a diretoria bergamasca recusou liberar o volante por cifras abaixo das exigidas.

Pessoas envolvidas nas tratativas confirmaram que os Red Devils retomaram contato recentemente, buscando reabrir negociações diretas ainda antes de janeiro. Internamente, o United enxerga Éderson como peça que pode elevar a capacidade de marcação e de construção no meio-campo, setores considerados carentes após saídas e lesões no atual elenco.

Interesse renovado da Juventus

A Juventus também aparece na disputa. O clube de Turim havia feito sondagem inicial no início de 2024 e, de acordo com fontes italianas, voltou a colocar o nome do brasileiro na lista de prioridades para o ciclo 2025/26. A diretoria bianconera pretende reforçar o meio-campo a curto prazo, mas esbarra na mesma barreira financeira: a firme postura da Atalanta em não negociar abaixo dos 50 milhões de euros.

A Velha Senhora avalia incluir jogadores em troca ou diluir pagamentos para contornar o alto valor, estratégia que será colocada em prática apenas caso a concorrência avance. Por ora, a Juve aguarda os próximos passos de Manchester United e Barcelona para entender se precisará agir com maior rapidez.

Panorama no Barcelona

No Camp Nou, as críticas aos setores de marcação ficaram evidentes após o revés para o Chelsea. O próprio Flick, em coletiva, admitiu que “faltou agressividade sem a bola”. Até o momento, no entanto, não há indicação de oferta oficial do Barça por Éderson. Restrições orçamentárias e limitações impostas pelo fair play financeiro da LaLiga obrigam a diretoria a buscar soluções de menor custo ou negociações parceladas.

Ainda assim, a declaração de André Cury ganhou eco entre torcedores e analistas, reacendendo o debate sobre a urgência de uma peça com o perfil físico e tático do brasileiro. Cury conhece bem os bastidores do clube catalão: como agente, participou de negociações envolvendo diversos atletas sul-americanos ao longo da última década, o que aumenta o peso de sua sugestão.

Próximos passos

Com a iminente abertura da janela de inverno europeia, a expectativa é de que o futuro de Éderson seja definido nas próximas semanas. O estafe do atleta pretende escutar todas as propostas, levando em conta projeto esportivo, tempo de contrato, salário e possibilidade de disputar grandes competições continentais.

Enquanto isso, a Atalanta segue utilizando o volante regularmente no Campeonato Italiano e na Liga Europa, confiando na importância dele para objetivos esportivos. Mesmo diante da possibilidade de venda, a comissão técnica mantém o ex-Corinthians como titular, sustentando o discurso de que a saída ocorrerá somente se a oferta econômica atender às metas financeiras do clube.

No Barcelona, as discussões internas sobre reforços continuam. Dirigentes avaliam não apenas Éderson, mas também outras opções de mercado que se enquadrem em limites orçamentários. Apesar disso, a fala de Cury colocou o brasileiro sob holofotes, alimentando expectativa de que o nome volte à mesa caso o clube viabilize recursos.

Por ora, três fatores determinam o desfecho da novela: a disposição do Barcelona em lançar proposta concreta, o poder de investimento do Manchester United, e a capacidade da Juventus de elaborar oferta que balanceie necessidades esportivas e financeiras. Até janeiro, reuniões devem ocorrer em Milão, Manchester e Barcelona, com participação direta dos representantes do atleta e dos dirigentes responsáveis.

Seja qual for o destino, o caso de Éderson reforça a dinâmica cada vez mais frequente no futebol europeu, em que clubes de médio porte utilizam contratos longos para valorizar ativos e só liberam jogadores por cifras consideradas de topo. Aos gigantes interessados, resta decidir se o investimento de 50 milhões de euros se justifica diante da atual necessidade de potência física no meio-campo.

Com informações de Trivela

By bugou

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