O triunfo do Chelsea por 3 a 0 sobre o Barcelona, na noite de terça-feira, 25 de novembro de 2025, em Stamford Bridge, colocou frente a frente, pela primeira vez, dois dos jovens mais cobiçados do futebol europeu: o brasileiro Estêvão, de 18 anos, e o espanhol Lamine Yamal, da mesma idade. A exibição do camisa 41 dos Blues, coroada com mais um gol na UEFA Champions League, motivou o técnico Enzo Maresca a endossar as comparações feitas pelo atacante Raphinha, do Barça, entre as duas joias e a lendária dupla Lionel Messi – Cristiano Ronaldo.

Comparações ganham força

Em entrevista à beIN Sports logo após o apito final, Maresca foi questionado sobre o nível alcançado pelos garotos. Sem hesitar, o treinador italiano repetiu a previsão de Raphinha, feita algumas horas antes da partida, de que Estêvão e Yamal poderão disputar o posto de melhor jogador do mundo “nos próximos 10 ou 15 anos”.

“Como disse o Raphinha, tudo indica que eles serão os próximos Messi e Cristiano Ronaldo”, declarou o técnico. A frase foi proferida minutos depois de o Chelsea confirmar a classificação às oitavas de final, resultado que teve participação direta de Estêvão, autor de um dos três gols da equipe londrina.

Maresca pede calma

Apesar do elogio público, Maresca procurou frear a euforia para proteger o desenvolvimento dos atletas. “Eles ainda têm 18 anos. Precisam aproveitar o momento, manter a alegria no treino e melhorar a cada dia. Quando se começa a comparar tão cedo com Messi e Ronaldo, a pressão pode ser excessiva”, alertou.

O comandante relembrou que a precocidade é muitas vezes acompanhada por um peso psicológico difícil de administrar, principalmente em clubes de grande visibilidade internacional. “Queremos que cheguem felizes ao gramado. Só assim poderão atingir o potencial gigante que todos enxergam”, reforçou.

Lance remete a Mundial de Clubes

Na coletiva posterior ao jogo, um repórter perguntou a Maresca se o drible de Estêvão sobre Pau Cubarsí, zagueiro do Barcelona, lembrava as investidas de Messi no início da carreira. O técnico desviou da comparação com o argentino e preferiu recordar um episódio recente: a jogada individual que o brasileiro fez contra o Chelsea, em julho, ainda pelo Palmeiras, nas quartas de final do Mundial de Clubes. Na ocasião, Estêvão igualou o marcador, mas os ingleses viraram para 2 a 1 e acabaram levantando o troféu.

“Aquilo já havia chamado nossa atenção”, admitiu o treinador. “Hoje ele repetiu um lance muito parecido, mas desta vez vestindo a nossa camisa. É um jogador que busca o drible toda vez que recebe a bola. Essa personalidade nos ajuda a abrir espaços contra defesas compactas”.

Números que impressionam

A transferência do atacante para o Chelsea, concretizada na atual temporada europeia, não demorou para surtir efeito estatístico. Somando todas as competições, Estêvão já acumula cinco gols e uma assistência em 17 partidas. Na Champions, seu desempenho é ainda mais expressivo: tornou-se apenas o terceiro jogador com menos de 20 anos a balançar as redes nos três primeiros jogos como titular na história do torneio. Os únicos a alcançar a marca antes dele foram Kylian Mbappé e Erling Haaland.

A torcida em Stamford Bridge adotou o camisa 41 como novo ídolo. Além dos números, a postura ousada — sempre em busca do um contra um — converteu-se em símbolo de esperança para um clube que investiu pesado na renovação do elenco.

Yamal segue nos planos do Barcelona

Do outro lado, Lamine Yamal não teve a mesma noite inspirada, mas continua sendo peça-chave do projeto de renovação do Barcelona. O jovem espanhol, lançado pelo clube catalão aos 15 anos, já reúne minutos importantes na Liga dos Campeões e em LaLiga. Mesmo sem marcar em Londres, sua movimentação e visão de jogo foram exaltadas por integrantes da comissão técnica blaugrana.

Raphinha, responsável por estabelecer a comparação que norteou a entrevista de Maresca, argumentou que vê semelhanças competitivas entre Yamal e Messi, enquanto enxerga em Estêvão o instinto goleador reminiscento do período áureo de Cristiano Ronaldo. O brasileiro justificou que, embora as carreiras dos veteranos sejam praticamente irrepetíveis, os dois garotos têm talento, mentalidade e suporte estrutural para tentar algo próximo.

Vitória que consolida liderança

Além do aspecto individual, o resultado de 3 a 0 permitiu ao Chelsea confirmar a primeira colocação de seu grupo na Champions League com uma rodada de antecedência. Maresca celebrou o desempenho coletivo, citando compactação defensiva e transições rápidas como pontos determinantes. “Foi uma noite fantástica para os jogadores, para o clube e para a torcida”, resumiu.

No lado blaugrana, o revés deixou o Barcelona na segunda posição, porém ainda em condição favorável para avançar às oitavas. A equipe culé precisa de um empate na última rodada para sacramentar a vaga.

Próximos compromissos

O Chelsea volta a campo no sábado, pela Premier League, quando recebe o Newcastle. Estêvão deve ser preservado durante a semana de treinos, mas Maresca adiantou que pretende mantê-lo no time titular — “ele está acostumado a jogar a cada três dias desde o Palmeiras”, explicou. Já o Barcelona enfrenta o Sevilla no domingo, em duelo crucial para a perseguição ao líder do Campeonato Espanhol. A expectativa do técnico Xavi Hernández é contar com Yamal desde o início, uma vez que o clube não tem novos desfalques médicos.

A sequência intensa de jogos exigirá gestão física dos dois jovens. Maresca reconheceu que o calendário apertado pode impactar o rendimento, mas garantiu monitoramento específico: “Nossa ciência do esporte trabalha para que ele se recupere bem. O mesmo deve acontecer com Yamal no Barcelona. São patrimônios de seus clubes”.

Duelo particular em construção

Embora o marcador elástico em Londres tenha favorecido Estêvão neste primeiro encontro, a temporada sugere novos capítulos do confronto individual. Se ambos confirmarem as expectativas, Chelsea e Barcelona tendem a se encontrar com frequência em fases decisivas da Champions. A possibilidade de uma rivalidade de longo prazo, nos moldes do embate Messi-Ronaldo de 2009 a 2018, alimenta o interesse de torcedores e da mídia internacional.

Por ora, Maresca prefere olhar para cada sessão de treinamento. “Ele ainda está aprendendo posicionamento, tomada de decisão, entendendo quando acelerar e quando segurar. É parte do processo”, comentou. A prudência, contudo, não diminui o reconhecimento ao que já foi feito: “Marcar em três jogos seguidos de Champions, nessa idade, fala por si”.

Enquanto isso, o Barcelona aposta em um plano gradual para Yamal. Internamente, a cúpula culé avalia que o atacante pode se tornar o principal pilar do projeto esportivo nos próximos anos, mas destaca a importância de blindá-lo diante de expectativas externas. “Queremos que ele jogue com alegria, sem o peso de comparações”, disse um dirigente ao deixar Stamford Bridge.

Se a noite em Londres serviu para reforçar antigas memórias do choque Messi-Ronaldo, ela também marcou o pontapé inicial de uma narrativa que promete ser acompanhada de perto pela comunidade futebolística mundial. Aos 18 anos, Estêvão e Lamine Yamal ainda estão no começo de suas trajetórias, mas já carregam sobre os ombros olhar atento de técnicos, dirigentes, torcedores e patrocinadores. O futuro dirá se as projeções mencionadas por Raphinha e reiteradas por Maresca se concretizarão. Por enquanto, ambos seguem colecionando capítulos precoces de uma potencial saga que pode moldar a próxima década do futebol de elite.

Com informações de Trivela

By bugou

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