O relacionamento entre arquibancada e elenco do Tottenham vive momento de alta tensão desde a derrota por 2 a 1 para o Fulham, neste sábado, 30 de novembro de 2025, pela Premier League. Sob vaias constantes dirigidas ao goleiro Guglielmo Vicario, que cometeu erro decisivo no segundo gol adversário, os Spurs deixaram o gramado pressionados e foram defendidos pelo técnico Thomas Frank. O treinador condenou a postura de parte da torcida, afirmando que “quem vaia durante o jogo não pode ser considerado torcedor de verdade”.
Falha do goleiro acende protestos
Reconhecido pela regularidade desde sua chegada, Vicario tornou-se alvo da insatisfação logo aos sete minutos. O italiano saiu da área pela esquerda para iniciar a saída de bola, mas errou o passe e deixou Harry Wilson com o gol aberto para ampliar a vantagem do Fulham. A partir daí, cada toque do camisa 13 foi acompanhado por apupos, criando clima hostil que se prolongou até o intervalo e voltou na etapa final.
Antes da falha, o Tottenham já perdia. Aos seis minutos, Kenny Tete arriscou de fora, a bola desviou na defesa e matou Vicario. Com 2 a 0 contra em menos de dez minutos, a equipe enfrentou o que Frank definiu como “uma montanha a escalar” e não encontrou forças para reagir, apesar do gol de honra anotado perto do fim.
“Inaceitável vaiar durante o jogo”, diz Frank
Pós-jogo, o técnico destacou que o mau momento potencializa cada detalhe negativo, mas reforçou a necessidade de união dentro de campo:
“Quando você está em má fase, parece que tudo conspira contra. O primeiro gol foi desviado, o segundo é um erro do Vic. Ainda assim, não admito vaias enquanto os jogadores lutam em campo. Protestar depois do apito final é outra história.”
Para Frank, o apoio durante os 90 minutos é inegociável: “Precisamos remar juntos. Quem não entende isso não representa o Tottenham.”
Tottenham acumula tropeços em casa
O revés aprofunda uma sequência negativa no Tottenham Hotspur Stadium. Desde a vitória por 1 a 0 sobre o Burnley, na estreia do campeonato, os Spurs não venceram mais como mandantes na liga. O início promissor, que chegou a colocar o clube nas primeiras posições, deu lugar a série de tropeços que empurrou a equipe à parte inferior da tabela. O resultado acirrou a impaciência dos torcedores, refletida nas vaias a Vicario e nos protestos coletivos ao final de cada tempo.
Vicario assume responsabilidade
Ao contrário da turbulência ao redor, Vicario mostrou serenidade: “Especialmente o segundo gol foi culpa minha. Tentei afastar a bola, mas bati mal. Sou um cara grande; isso faz parte do futebol.” Sobre as manifestações, o goleiro disse entender a frustração: “Os torcedores têm direito de reagir como acharem correto. Nós, jogadores, precisamos manter a calma.”

Imagem: Imago
Treinador admite fase crítica
Frank reconheceu que a equipe atravessa momento “crítico” e citou combinação de falhas individuais e coletivas. Segundo o técnico, ajustes táticos estão em estudo, mas a recuperação também depende do aspecto psicológico: “Quando a mente está pesada, a perna não responde. Temos de reconstruir a confiança.”
Noite especial para o Fulham
Enquanto o Tottenham lidava com a pressão, o Fulham celebrava. O triunfo marcou o jogo número 200 de Marco Silva à frente da equipe e representou a primeira vitória como visitante nesta temporada. “Falamos muito sobre vencer fora. Sabíamos que aconteceria. A forma como controlamos os primeiros 35 minutos foi determinante”, analisou o técnico português.
Contraste define o confronto
O nervosismo dos anfitriões e a solidez dos visitantes contam a história da partida. O Fulham administrou o ritmo, explorou os erros adversários e manteve a vantagem, enquanto o Tottenham, mesmo com alterações ofensivas no segundo tempo, encontrou dificuldades para criar chances claras. Ao apito final, o coro de críticas ecoou novamente, refletindo a urgência por respostas dentro e fora de campo.
Agora, os Spurs buscam reação imediata para evitar que a crise se aprofunde. Já o Fulham retorna para Craven Cottage fortalecido pelo resultado e pelo marco alcançado por seu comandante.
Com informações de Trivela