O Palmeiras encerrou sua participação na 36ª rodada do Campeonato Brasileiro com um revés por 3 a 2 diante do Grêmio, na noite de terça-feira (25), em Porto Alegre. O resultado praticamente tira o Alviverde da briga pelo título nacional e, a quatro dias da decisão da Copa Libertadores, oferece ao técnico Abel Ferreira um conjunto de sinais – positivos e negativos – sobre o desempenho de sua equipe.

Primeiro tempo consistente

Durante os 45 minutos iniciais, o time paulista exibiu volume de jogo, intensidade na marcação alta e boa circulação de bola. A estratégia surtiu efeito já aos 23 minutos, quando Facundo Torres, escalado aberto pela direita, apareceu como elemento surpresa na área e cabeceou para as redes, inaugurando o placar. Antes e depois do gol, o Palmeiras criou outras chances claras: Felipe Anderson, atuando como segundo meio-campista, teve chute bloqueado dentro da área; Benedetti cabeceou por cima do travessão; Jefté assustou em batida cruzada, enquanto Sosa arrematou colocado, por cima.

No campo defensivo, o Alviverde quase não foi ameaçado. As finalizações de longa distância de Dodi e o chute para fora de Arthur Melo foram os únicos sustos até os acréscimos. Porém, nos instantes finais da etapa, o Grêmio igualou o marcador em cobrança de lateral na área, sinalizando que o enredo poderia se complicar.

Erros individuais definem a virada

Depois do intervalo, o técnico Renato Portaluppi lançou Alysson e Willian, aumentando a presença ofensiva gremista. Logo no primeiro minuto, o time gaúcho passou a ocupar o campo adversário e controlar a posse. Aos 15, veio o lance que mudou o duelo: Aníbal Moreno, em temporada marcada por altos e baixos, derrubou Carlos Vinícius dentro da área ao tentar cortar um cruzamento. O próprio centroavante converteu a penalidade, virando o placar e abalando o aspecto mental palmeirense.

O cenário piorou aos 32, quando Agustín Giay cometeu novo pênalti – desta vez sobre Willian – e recebeu cartão vermelho. Sem o lateral-direito, Abel precisou reorganizar o setor, mas viu o adversário ampliar com o camisa 9 tricolor aos 39. Apenas na base da pressão final o Palmeiras descontou: cruzamento de Allan, desvio na defesa e conclusão de cabeça de Benedetti, fechando o placar em 3 a 2.

O que funcionou

Apesar da derrota, alguns aspectos agradaram ao comandante. A principal observação positiva recai sobre Felipe Anderson. Escalado como “camisa 8”, o meia foi dinâmico na saída de bola, driblou a marcação e gerou linhas de passe por dentro, algo que pode ser útil caso Andreas Pereira apresente algum problema físico até sábado.

Além dele, Facundo Torres reforçou sua candidatura ao time titular. O uruguaio, autor do gol, flutuou pelo corredor central, apoiou o meio-campo e até apareceu como falso 9. A movimentação constante contrastou com o posicionamento fixo de outros pontas do elenco e coloca o atacante como opção real na final continental, sobretudo porque a vaga pelo lado esquerdo segue em aberto.

Pontos de alerta

Se alguns nomes se valorizaram, outros preocupam. A entrada desnecessária de Aníbal Moreno em Carlos Vinícius, repetindo o cartão vermelho infantil visto na eliminação para o Corinthians na Copa do Brasil, reabre o debate sobre sua regularidade em jogos decisivos. Giay, expulso ao cometer o segundo pênalti, também deixa dúvidas e, por ora, perde espaço para a decisão em Lima.

Enredo tático – Durante a primeira etapa, o 4-3-3 palmeirense foi aplicado com linhas avançadas de marcação, forçando erros na saída gremista. No entanto, o controle desapareceu depois do intervalo, especialmente pela incapacidade de reter a posse no meio-campo e recompor a marcação pelos flancos após as mudanças gaúchas.

Escalação para Lima

Abel Ferreira trabalha com uma formação quase definida para enfrentar o Flamengo no Estádio Nacional do Peru, no sábado (29). A base tem Carlos Miguel; Khellven, Murilo, Gustavo Gómez e Piquerez; Emi Martínez, Andreas Pereira e Allan; Vitor Roque e Flaco López. A dúvida principal permanece no lado esquerdo do ataque. Raphael Veiga foi preservado em Porto Alegre, sinal de que pode assumir a função, mas Felipe Anderson e Sosa igualmente disputam a vaga.

Situação no Brasileirão

O revés na capital gaúcha, combinado ao empate do Flamengo com o Atlético-MG, complicou de vez a vida palmeirense na luta pelo troféu nacional. Para ainda sonhar, o time de Abel precisa vencer Atlético-MG e Ceará – ambos como visitante – e torcer para o rival rubro-negro tropeçar contra Ceará, no Maracanã, e Mirassol, fora de casa. A combinação é tida como improvável dentro do clube, que agora volta todas as atenções à Libertadores.

Repercussão pós-jogo

Nas entrevistas após a partida, jogadores e comissão técnica do Palmeiras reconheceram a queda de rendimento no segundo tempo e prometeram correções imediatas. Sem tempo para treinamentos longos, o grupo retorna a São Paulo nesta quarta (26) e embarca para Lima na quinta-feira (27). A expectativa é de que o departamento médico confirme a recuperação plena de Andreas Pereira, poupado de parte da sessão de treinos durante a semana por desconforto muscular.

Do lado tricolor, o resultado foi celebrado não apenas pelos três pontos, mas também pela forma como a equipe reagiu diante de um adversário direto da parte alta da tabela. A presença ofensiva de Willian e a atuação do jovem lateral Alysson foram elogiadas por Renato Portaluppi, que destacou a “postura corajosa” exibida após o intervalo.

Agenda

26/11: reapresentação do Palmeiras na Academia de Futebol.
27/11: viagem da delegação alviverde para Lima.
29/11: final da Copa Libertadores, Palmeiras x Flamengo, Estádio Nacional, 17h (de Brasília).
03/12: Atlético-MG x Palmeiras, 37ª rodada do Brasileirão, Arena MRV.
08/12: Ceará x Palmeiras, 38ª rodada, Castelão.

Enquanto os próximos compromissos não chegam, o revés frente ao Grêmio serve de alerta para Abel Ferreira: a consistência demonstrada nos 30 minutos iniciais precisa ser mantida durante 90 minutos, sobretudo diante de um Flamengo que costuma crescer em decisões.

Com praticamente todos os titulares disponíveis, o técnico terá pouco mais de duas sessões de treinamento em solo peruano para ajustar detalhes, definir o substituto pelo flanco esquerdo e evitar os erros de concentração que custaram caro em Porto Alegre.

Com informações de Trivela

By bugou

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