Londres (26/11/2025) – O Bayern de Munique conheceu sua primeira derrota depois de 18 jogos de invencibilidade ao ser superado pelo Arsenal por 3 a 1, na noite de quarta-feira, em duelo decisivo pela ponta da tabela. Após o apito final, o capitão Joshua Kimmich avaliou publicamente a atuação da equipe bávara, reconheceu a superioridade inglesa e, ao mesmo tempo, fez críticas ao modelo de jogo adotado pelos Gunners.
Derrota encerra série positiva
Comandado por Vincent Kompany, o Bayern vinha de 17 vitórias e um empate antes de desembarcar no Emirates Stadium. O tropeço não apenas encerrou a série positiva, mas também custou posições na classificação: o time alemão caiu para o terceiro lugar, enquanto a equipe treinada por Mikel Arteta manteve-se na liderança.
Kimmich aponta diferenças de estilo
Questionado sobre a dificuldade imposta pelo Arsenal, Kimmich afirmou que a partida fugiu aos padrões de confrontos recentes. “Não estávamos fisicamente à altura do nosso jogo, embora fosse claro que tipo de partida seria”, disse o volante. Para ele, o duelo exigiu muito mais disputa física do que construção de jogadas: “Estava claro que não seria um jogo como o contra o Chelsea, no qual o foco é jogar futebol, mas sabíamos que seria muito mais uma luta por cada bola”.
Ao comparar adversários, o alemão deixou claro que, em sua opinião, o Paris Saint-Germain foi o rival mais desafiador enfrentado pelo Bayern no período recente. “Não acho que o Arsenal seja o melhor time que enfrentamos. Acho que o PSG foi o mais difícil, principalmente pela maneira como joga. O Arsenal é completamente diferente. Eles dependem de bolas paradas, gostam de lançar longo e brigar pela segunda bola”, declarou.
Reconhecimento da superioridade inglesa
Apesar das alfinetadas, Kimmich reconheceu que o placar refletiu o desempenho. “Foi definitivamente uma derrota merecida. Não jogamos bem com a bola, não fomos corajosos nem ativos o suficiente e criamos poucas chances”, admitiu. Dentro de campo, o Bayern sofreu três gols: o primeiro em cobrança de escanteio, o segundo após cruzamento e o terceiro em contra-ataque. Quando conseguia ter a posse, o time alemão esbarrava na falta de espaços e na marcação adiantada do Arsenal.
Único gol bávaro nasce de lançamento de Kimmich
Mesmo em noite pouco inspirada, o meio-campista participou diretamente do gol que evitou uma derrota ainda mais ampla. Kimmich encontrou Serge Gnabry em lançamento de longa distância; o atacante escorou para Lennart Karl, que finalizou sem chances para o goleiro adversário. O lance, porém, ficou restrito ao único momento de êxito ofensivo dos bávaros.
Aprendizado para as fases decisivas
Pouco depois da entrevista de Kimmich, o diretor esportivo Max Eberl reforçou a necessidade de o clube tirar lições do revés. “Aprendam com o jogo, porque enfrentaremos partidas assim nas fases eliminatórias, contra adversários deste calibre. Já jogamos muito melhor antes e não tão bem hoje; isso faz parte do aprendizado. Não podemos desviar do nosso caminho só porque perdemos para um time que mereceu vencer”, afirmou.
Retrospecto recente serve de parâmetro
O discurso interno remete a confrontos anteriores considerados marcantes pelo elenco. Kimmich recordou a goleada sofrida para o Barcelona em outubro de 2024, quando o Bayern foi derrotado por 4 a 1. Segundo o capitão, aquele resultado serviu como fonte de progresso coletivo e a expectativa é repetir o processo agora. “Estou convencido de que tiraremos muito proveito desta experiência. Há muitos aspectos a melhorar”, comentou.
Próximos compromissos
Com o fim da sequência invicta, o Bayern volta a campo no fim de semana, diante de sua torcida, em busca de recuperação imediata. O Arsenal, por sua vez, tenta manter a liderança em compromisso fora de casa. Ambos os clubes já projetam duelos eliminatórios futuros, lembrando que o estilo físico destacado por Kimmich tende a se repetir contra rivais de peso nas competições continentais.

Imagem: Imago
Embora incomodado com a abordagem dos Gunners, o camisa 6 admite que o resultado afeta o momento psicológico do grupo e reforça a responsabilidade de reagir rapidamente. A perspectiva interna é de intensa análise de desempenho nos próximos dias, sobretudo no setor defensivo, que sofreu três gols após falhas na bola aérea e em transições rápidas.
Cenário na tabela
Após 26 rodadas, o Arsenal lidera com campanha sólida, enquanto o Bayern figura em terceiro lugar, atrás também do segundo colocado, que aproveitou o deslize bávaro para ultrapassar a equipe de Munique. A diferença de pontos ainda permite sonhar com a retomada da ponta, mas o revés em Londres expõe pontos de atenção que podem definir a disputa pelo título.
Apesar do resultado negativo, o histórico recente de 17 vitórias e um empate evidencia a evolução da equipe sob o comando de Kompany. O treinador belga, no entanto, precisa agora recalibrar a formação para responder às exigências de partidas físicas, aspecto ressaltado tanto por Kimmich quanto por Eberl.
Com o calendário apertado, o elenco terá poucos dias de trabalho antes do próximo compromisso doméstico. A comissão técnica estuda poupar peças pontuais, mas o objetivo principal é reencontrar o equilíbrio tático demonstrado ao longo da série invicta. Dentro do vestiário, o discurso se concentra em usar a derrota para fortalecer a mentalidade nos jogos decisivos que virão.
Até o fim do primeiro turno, o Bayern ainda enfrentará adversários diretos na parte alta da tabela, o que aumenta a relevância das correções imediatas. O Arsenal, enquanto isso, busca ampliar a vantagem acumulada e consolidar a liderança, apostando justamente nas bolas paradas e nos lançamentos longos destacados por Kimmich.
Na avaliação do capitão bávaro, o duelo serviu de alerta sobre a necessidade de diversificar estratégias diante de oponentes que evitam troca de passes e priorizam a imposição física. Por ora, o elenco reconhece os méritos do adversário e foca na resposta rápida, sem alterar drasticamente o modelo de jogo adotado por Kompany desde o início da temporada.
Com informações de Trivela