O Bahia deixou escapar a possibilidade de somar três pontos na luta pela melhor colocação possível no Campeonato Brasileiro ao empatar por 1 a 1 com o Juventude, na noite de sexta-feira (28), no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. A partida valeu pela 36ª rodada da competição nacional e terminou com o técnico Rogério Ceni reconhecendo, em entrevista coletiva, que a equipe esbarrou no próprio cansaço e na falta de precisão para definir as jogadas criadas.

Com o resultado, o Esquadrão manteve a vaga garantida na próxima edição da Copa Libertadores, mas segue fora da zona de classificação direta para a fase de grupos do torneio continental. A confirmação do lugar entre os participantes veio algumas rodadas antes, porém o empate manteve a necessidade de conquista de novos pontos nas duas jornadas que restam para evitar o caminho mais longo da etapa preliminar.

Treinador lamenta oportunidades perdidas

Na sala de imprensa do Alfredo Jaconi, Ceni foi enfático ao lembrar que o Bahia construiu volume ofensivo suficiente para vencer. Segundo o treinador, foram pelo menos dez ocasiões claras, incluindo finalizações e lances em que bastaria “o passe padrão” – expressão utilizada por ele – para balançar as redes adversárias. “Fica difícil para o treinador explicar quando você tem dez chances de gol, quando no mesmo lance surgem três oportunidades seguidas e a bola não entra”, disse.

O comandante tricolor sublinhou que a repetição de erros técnicos em jogadas rotineiras nos treinamentos impede a equipe de transformar superioridade em pontos. Para ele, a falta de eficácia aumenta a responsabilidade do grupo nas duas rodadas finais, porque qualquer descuido pode custar a posição almejada na tabela.

Desgaste físico e sequência de jogos

Além da questão da pontaria, o ex-goleiro do São Paulo atribuiu parte do resultado ao desgaste provocado pelo alto número de compromissos desde o início da temporada. “Acho que estamos no limite do limite do limite, jogando praticamente todo jogo”, afirmou. Ceni recordou a carga de partidas que o clube encarou em 2024, citando viagens, mudanças climáticas e a intensidade habitual do Brasileirão como fatores que pressionam o elenco.

Embora reconheça a oscilação recente, o técnico acredita que a equipe poderia ocupar posição superior no campeonato caso tivesse aproveitado melhor determinadas oportunidades ao longo da campanha. “Poderíamos estar melhor na tabela, poderíamos até estar em primeiro lugar”, ressaltou, frisando que o objetivo imediato é terminar entre os quatro primeiros para garantir entrada direta na fase de grupos da Libertadores.

Análise do empate em Caxias do Sul

O duelo contra o Juventude foi equilibrado, mas o clube baiano conseguiu impor maior presença no campo ofensivo em diversos momentos. A defesa gaúcha, todavia, bloqueou quase todas as tentativas mais perigosas, e quando não conseguiu, contou com a falta de pontaria dos visitantes. Em uma das melhores chances, três conclusões seguidas foram bloqueadas pela zaga ou pararam no goleiro, ilustrando o cenário descrito por Ceni de frustração pela bola não ter cruzado a linha.

O Juventude, por sua vez, aproveitou a oportunidade que teve para balançar a rede e saiu satisfeito com o ponto conquistado diante de seus torcedores. O empate manteve a equipe gaúcha viva na disputa por seus próprios objetivos na competição, enquanto o Bahia lamentou não ter emplacado a vitória que o aproximaria do bloco de elite da classificação.

Próximo compromisso já tem data e hora

Sem muito tempo para lamentar, o tricolor volta a campo na quarta-feira (3), às 20h (horário de Brasília), quando recebe o Sport na Arena Fonte Nova, pela 37ª e penúltima rodada. O jogo é considerado decisivo dentro do planejamento de terminar o Brasileirão entre os quatro primeiros colocados. Uma vitória sobre o rival pernambucano poderá deixar o Bahia em posição privilegiada antes da última jornada.

No que depender de Rogério Ceni, o grupo terá de apresentar maior eficiência na conclusão das jogadas e, paralelamente, buscar alternativas para atenuar o desgaste físico que tanto preocupa. A comissão técnica já iniciou a avaliação de quem poderá ser poupado ou receber tratamento diferenciado nos treinos anteriores ao duelo em Salvador.

Calendário apertado desafia elenco

O discurso de “estamos no limite” se repete entre atletas e comissão desde o início do segundo turno, quando o time se alternou entre viagens longas e jogos decisivos. Apesar de não ter disputado competições internacionais em 2024, o Bahia encarou sequência significativa de confrontos domésticos, incluindo fases finais de campeonatos regionais e compromissos eliminatórios da Copa do Brasil, o que elevou o número total de partidas.

Segundo Ceni, o modelo de jogo adotado pelo Esquadrão, baseado em intensidade e pressão alta, requer alto condicionamento físico, o que potencializa o impacto da maratona. O treinador reforçou que, mesmo à beira do limite, cobra concentração máxima nos treinos finais porque a margem de erro nas duas últimas rodadas é mínima.

Objetivo segue claro: vaga direta na fase de grupos

A diretoria tricolor considera vital assegurar acesso direto à fase de grupos da Libertadores, não apenas pela vantagem esportiva, mas também pelo incremento financeiro garantido pelas cotas de participação. A campanha consistente em boa parte do torneio colocou o clube nessa briga, e o empate em Caxias do Sul não altera a convicção de que o desfecho dependerá do desempenho dentro de casa nesta quarta e fora, na derradeira rodada.

Ceni encerrou a coletiva reafirmando confiança no grupo. “Quando conseguimos executar o que treinamos, mostramos qualidade. Precisamos recuperar atletas, descansar corpo e mente e, principalmente, transformar as oportunidades em gol.” O treinador evitou fazer projeções de pontuação, preferiu adotar o discurso de “jogo a jogo” e garantiu foco total no Sport.

No momento em que a temporada se aproxima do fim, o Bahia encara a reta final com a consciência de que cada detalhe pode definir se o time entrará diretamente na principal competição continental ou terá de enfrentar as preliminares. Para isso, o tricolor aposta na união do elenco e no apoio da torcida, que já esgotou a carga inicial de ingressos para o confronto na Fonte Nova.

As próximas sessões de treinamento serão fechadas à imprensa, mas a expectativa é de que Rogério Ceni mantenha a base titular, promovendo apenas ajustes pontuais conforme o desgaste individual. O comandante segue atento à recuperação dos jogadores considerados chave, especialmente aqueles que participaram da maioria das partidas do ano.

Enquanto o clube se prepara em Salvador, torcedores comemoram a volta garantida à Libertadores e depositam esperança de que o time encerre o Brasileiro com vitória diante de sua torcida e siga forte para a rodada final. O desfecho da quarta-feira poderá indicar se o Bahia alcançará o objetivo de terminar entre os quatro primeiros ou se dependerá do último confronto para cumprir a meta traçada.

Com informações de Terra

By bugou

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