O São Paulo viveu uma noite traumática no Maracanã, na quinta-feira, 27 de novembro de 2025. Goleado por 6 a 0 pelo Fluminense, o time tricolor saiu de campo sob vaias e, nos corredores do estádio, ouviu seu diretor executivo de futebol, Rui Costa, admitir publicamente a vergonha sentida pelo elenco. Em pronunciamento antes mesmo da entrevista coletiva do técnico Hernán Crespo, o dirigente descreveu um vestiário mergulhado em silêncio e pediu desculpas à torcida.

Silêncio absoluto depois da goleada

“Vim aqui antes do Crespo. Era fundamental, em respeito ao torcedor, diante do que aconteceu hoje. Precisamos estar aqui falando e pedindo desculpas quantas vezes forem necessárias”, declarou Rui Costa, ainda na zona mista do Maracanã. Segundo ele, o ambiente no vestiário refletia a dimensão da derrota. “O vestiário está em absoluto silêncio, em respeitoso silêncio pela vergonha que passamos aqui”, acrescentou.

A partida, válida pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, teve domínio tricolor carioca do início ao fim. Com grande atuação coletiva, o Fluminense construiu o placar elástico e praticamente definiu a vitória ainda no primeiro tempo. Ao apito final, o 6 a 0 tornou-se um dos resultados mais pesados da história recente são-paulina, obrigando a diretoria a vir a público imediatamente.

Crespo lamenta placar e evita polêmica com volante

Minutos depois do dirigente, foi a vez de Hernán Crespo encarar os microfones. Visivelmente abatido, o treinador reconheceu o tamanho do revés, mas manteve cautela ao ser perguntado sobre críticas internas. “Não posso opinar sobre as declarações do Luiz Gustavo. Acho que fui muito claro nas últimas coletivas. O que aconteceu esta noite… a torcida, todo mundo, não merecia passar por isso”, afirmou o comandante argentino.

Crespo referia-se à entrevista do volante Luiz Gustavo na zona mista. Irritado, o experiente meio-campista cobrou mudanças estruturais. “O time merece, de uma vez por todas, começar a ter uma direção, um plano claro”, disparou o jogador, sem apontar nomes, mas deixando evidente o descontentamento com o dia a dia no CT da Barra Funda.

Cobranças internas ganham força

As palavras de Luiz Gustavo ecoaram nas redes sociais e ampliaram a pressão sobre a diretoria. Embora Rui Costa tenha limitado-se a pedir desculpas aos torcedores, a fala do volante expôs questionamentos sobre planejamento, reforços e metodologia de trabalho. No Maracanã, o contraste entre a euforia da equipe carioca e o abatimento são-paulino ficou evidente. Jogadores deixaram o gramado cabisbaixos, e poucos concederam entrevistas.

Nem mesmo os atletas mais jovens escaparam do impacto emocional. Fontes ligadas ao clube relataram semblantes fechados e rápida dispersão após o fim da partida. Em geral, os jogadores optaram por sair do estádio sem contato prolongado com a imprensa, reforçando a imagem de um elenco em crise.

Direção tenta controlar danos

Ao assumir o discurso antes do técnico, Rui Costa buscou evitar que a repercussão do resultado se tornasse ainda maior. O dirigente fez questão de enfatizar o respeito ao torcedor, que compareceu em bom número ao Maracanã mesmo com a equipe visitante em má fase. Ele ressaltou que não faltará empenho para recolocar o São Paulo nos trilhos, mas evitou detalhar eventuais medidas disciplinares ou mudanças no departamento de futebol.

Durante sua curta fala, Costa não respondeu a perguntas sobre permanência de Crespo, reforços para a próxima temporada ou revisão de metas no Brasileiro. Limitou-se a reforçar o pedido de desculpas. “Precisamos reconhecer nossos erros e trabalhar para que algo assim não se repita”, sintetizou.

Próximos compromissos

A delegação terá pouco tempo para digerir o revés. O São Paulo volta a campo no domingo, 3 de dezembro, às 20h (de Brasília), para enfrentar o Internacional no Morumbi. Quatro dias depois, na quarta-feira, 7 de dezembro, às 16h, o time visita o Vitória em Salvador. As duas partidas são decisivas para as ambições tricolores nas rodadas finais do Brasileirão.

Nos cálculos internos, a diretoria considera imprescindível uma resposta imediata, tanto em desempenho quanto em resultado. Qualquer novo tropeço pode ampliar a insatisfação da torcida, que já vinha cobrando regularidade e melhores apresentações mesmo antes da goleada no Rio de Janeiro.

Repercussão entre torcedores

Nas redes sociais, a derrota repercutiu de forma massiva. Perfis de torcedores criticaram escalação, postura tática e disposição dos atletas. Alguns exigiram mudanças no comando técnico, enquanto outros direcionaram protestos à cúpula do futebol. O tom dominante foi de frustração e surpresa, já que nem os mais pessimistas previam um placar tão elástico.

No Morumbi, membros de torcidas organizadas sinalizaram que devem comparecer em peso ao jogo contra o Internacional para pressionar jogadores e comissão técnica. O clube, até o momento, não divulgou esquema especial de segurança, mas o clima de tensão indica reforço na vigilância nos portões e nas arquibancadas.

Histórico recente de resultados negativos

A goleada para o Fluminense amplia série de partidas sem vitória da equipe paulista. Embora a diretoria não tenha divulgado balanço detalhado, a sequência negativa já alimentava questionamentos sobre a consistência do trabalho de Crespo. O placar de 6 a 0, contudo, elevou o tom das críticas a outro patamar, sobretudo pela forma como o time se mostrou vulnerável defensivamente e pouco criativo no ataque.

Analistas ressaltam que esse tipo de derrota costuma deixar marcas na temporada seguinte, exigindo resposta rápida para evitar que o ambiente interno se deteriore ainda mais. Por ora, a direção prefere manter o discurso de união, mas a cobrança por mudanças estratégicas ganhou força após a fala de Luiz Gustavo.

Fala do capitão

Embora não estivesse listado entre os atletas que deram entrevista, o capitão da equipe reuniu o grupo rapidamente no túnel de acesso aos vestiários antes da saída dos jogadores. Segundo relatos de bastidores, ele pediu “cabeça erguida” e afirmou que “o campeonato ainda não acabou”. Sem acesso da imprensa, o conteúdo completo da conversa não foi divulgado, mas fontes indicam que a mensagem foi de resiliência.

Pouco depois, já na área de entrevistas, o capitão passou apressado e não se deteve para perguntas. Esse comportamento reforçou a narrativa de um elenco focado em esfriar os ânimos antes de uma semana decisiva.

Recuperação física e emocional

Com apenas dois dias de preparação até o duelo com o Internacional, a comissão técnica priorizou recuperação muscular e sessões de vídeo para corrigir falhas evidenciadas no Maracanã. Relatórios preliminares apontaram desgaste elevado de alguns atletas, mas, até o momento, não há informação sobre desfalques por lesão decorrentes da partida contra o Fluminense.

A parte psicológica também entrou na agenda do clube. Profissionais do departamento de performance programaram reuniões individuais e coletivas para trabalhar a confiança do elenco. A intenção é minimizar o impacto emocional do 6 a 0 e evitar que a equipe leve para o gramado a insegurança demonstrada no Rio.

Plano para retomar confiança

Durante a rápida conversa com jornalistas, Rui Costa afirmou que todas as áreas do clube estão mobilizadas. “Temos que virar a chave rapidamente, porque ainda há objetivos a alcançar”, frisou. O dirigente não especificou quais metas permanecem em jogo, mas deixou claro que a cobrança interna será intensa.

O técnico Hernán Crespo, por sua vez, garantiu que não faltará dedicação. “Vamos trabalhar duro para corrigir erros e dar ao torcedor a alegria que ele merece”, resumiu. Ao ser questionado sobre eventuais mudanças na equipe titular, o treinador indicou que irá analisar o desempenho individual e coletivo antes de tomar decisões.

Cenário para a reta final

Com a temporada chegando aos últimos capítulos e a imagem abalada pelo resultado no Maracanã, o São Paulo precisa de desempenho consistente para encerrar o ano de forma menos turbulenta. A goleada expôs fragilidades, mas também estabeleceu um ponto de virada: dentro do clube, a palavra de ordem é reagir já, começando pelo confronto com o Internacional.

Seja qual for a escalação, a expectativa de torcida e diretoria é de postura mais competitiva. Qualquer sinal de abalo emocional pode gerar novas pressões e, possivelmente, mudanças mais profundas na estrutura do futebol são-paulino. Por enquanto, porém, as peças permanecem as mesmas, e o desafio imediato é reconstruir a confiança em poucos dias.

Ao deixar o Maracanã, Rui Costa repetiu a frase que marcou a noite. “Foi vergonhoso, mas precisamos nos levantar.” Palavras que ecoam no vestiário silencioso, enquanto o relógio corre para os próximos 90 minutos decisivos.

Com informações de ESPN.com.br

By bugou

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