O Denver Nuggets vive um momento de atenção máxima na temporada 2023/24 da NBA. Depois de abrir a campanha com dez vitórias e apenas duas derrotas, o time do Colorado acumula agora quatro triunfos e quatro reveses nas últimas oito partidas, uma oscilação que coincide com uma série de problemas físicos no elenco. A situação ganhou contornos mais graves na segunda-feira, 2 de outubro, quando o armador Jamal Murray deixou a quadra no último quarto da derrota para o Dallas Mavericks, em casa, por 131 a 121, após sofrer uma entorse no tornozelo.

Queda de rendimento após início empolgante

O desempenho do Nuggets nas primeiras semanas chamou a atenção da liga: dez vitórias em 12 compromissos, marca que manteve a equipe entre as líderes da Conferência Oeste. No entanto, a boa fase perdeu força. Nas oito partidas seguintes, foram quatro vitórias e quatro derrotas, sequência que expôs a dependência de um elenco saudável. Sem peças importantes no banco e no quinteto titular, a formação de Denver viu a consistência defensiva oscilar e o volume ofensivo cair.

As ausências têm pesado. O ala-pivô Aaron Gordon e o ala-armador Christian Braun, titulares no esquema montado pelo técnico David Adelman, já haviam sido baixas nos compromissos anteriores. Com a dupla fora de ação, o treinador precisou ajustar a rotação, abrir espaço para reservas e, principalmente, redistribuir minutos entre os atletas que permaneceram aptos. A lista de problemas, porém, aumentou consideravelmente com o estiramento no tornozelo de Murray.

Derrota para o Dallas Mavericks expõe limitações

Mesmo com desfalques importantes, o Nuggets chegou para o duelo contra o Mavericks disposto a manter a invencibilidade como mandante na Ball Arena. A tentativa, porém, foi frustrada. A equipe texana impôs ritmo forte desde o primeiro período e, embora Nikola Jokic tenha anotado um expressivo triplo-duplo – 29 pontos, 20 rebotes e 13 assistências – os anfitriões não foram capazes de neutralizar o ataque adversário. O placar final, 131 a 121, refletiu a dificuldade de conter as investidas de Dallas e, ao mesmo tempo, deu dimensão do peso das ausências no plantel de Denver.

Durante o confronto, Jamal Murray sentiu o tornozelo ainda no início e permaneceu em quadra enquanto foi possível. Mesmo limitado, o armador registrou 26 minutos, contribuiu com dez pontos e distribuiu nove assistências. No último quarto, no entanto, o desconforto aumentou, e o canadense solicitou ao banco a substituição definitiva. “Se ele pediu para ficar fora por causa da dor, é porque estava doendo muito”, reconheceu o técnico David Adelman na coletiva pós-jogo, sinalizando preocupação com a gravidade da torção.

Murray: impacto estatístico e liderança em quadra

Até o momento, Jamal Murray perdeu apenas uma partida na temporada, caso que demonstra sua importância para a engrenagem ofensiva dos Nuggets. Em 19 aparições, o armador de 26 anos – e não 21, como chegou a ser citado — sustenta médias de 23,3 pontos, 6,7 assistências, 1,1 roubo de bola e 41,5% de aproveitamento nos arremessos de três pontos. Números que, além de ilustrar a eficiência do jogador, evidenciam a dependência da equipe em seu poder de criação.

Além da pontuação consistente, Murray funciona como segundo organizador atrás de Nikola Jokic, facilitando os cortes, espaçando a quadra e acelerando a transição ofensiva. Sem ele, a tarefa de orquestrar jogadas recai de forma ainda mais intensa sobre Jokic, que, embora versátil, pode sofrer com a sobrecarga.

Lesões em série e ajustes de Adelman

O departamento médico dos Nuggets movimentou-se nas últimas semanas para acelerar a recuperação de Aaron Gordon e Christian Braun. Agora, a atenção primária volta-se para Murray. Caso o armador precise de tempo fora de ação, a tendência é de Adelman entregar mais responsabilidade a reservas que, em tese, não estavam projetados para tantos minutos. Entre os nomes cotados para preencher a lacuna, despontam Tim Hardaway Jr. e Bruce Brown, atletas que podem dividir a função de pontuar e criar jogadas a partir do perímetro, ainda que cada um apresente características distintas.

A perda de Gordon e Braun já havia obrigado a comissão técnica a testar formações menos usuais, incluindo lineups com alas mais baixos ou pivôs móveis para compensar a ausência de envergadura no garrafão. Agora, sem Murray, o perímetro perde poder de fogo e controle de bola, o que cria novo quebra-cabeça para Adelman solucionar. A curto prazo, é provável que o Nuggets utilize mais pick-and-rolls envolvendo Jokic, além de acionar jogadas em isolamento para outros pontuadores, numa tentativa de minimizar a carência de um armador primário saudável.

Consequências para a sequência da temporada

Em um calendário de 82 jogos, a administração de lesões desempenha papel crucial. Uma entorse no tornozelo, a exemplo do problema sentido por Murray, costuma exigir repouso, fisioterapia e retorno gradual às atividades, dependendo do grau diagnosticado. Enquanto isso, a franquia permanece atenta ao retrospecto recente: quatro vitórias e quatro derrotas. Para preservar posição favorável na Conferência Oeste, a equipe sabe que precisa reagir rapidamente, mesmo com peças-chave ausentes.

O protocolo padrão da liga exige avaliação diária, e o resultado dos exames determinará o tempo de afastamento do armador. Até lá, a diretoria, o corpo médico e a comissão técnica monitoram cada etapa da reabilitação. A meta é clara: evitar recaídas que prolonguem a ausência do atleta e comprometem a busca por vaga direta nos playoffs.

Dependência da dupla Jokic-Murray

Desde 2020, quando brilharam na bolha da NBA, Nikola Jokic e Jamal Murray formam um dos pares mais entrosados da liga. O centro sérvio rege o ataque do alto do garrafão, enquanto o canadense traz explosão e arremesso de longa distância. Juntos, potencializam o rendimento coletivo e geram desequilíbrio contra qualquer defesa adversária. Sem Murray, a vida de Jokic tende a ficar mais complicada: defesas rivais podem dobrar a marcação sobre o pivô ou congestionar o garrafão, confiante de que o Nuggets visualizará menos ameças externas.

Em contrapartida, a equipe de Denver acumula experiências recentes de superar ausências prolongadas. Na temporada de 2021/22, por exemplo, Murray ficou fora durante toda a campanha, recuperando-se de uma grave lesão no joelho, e Jokic conduziu o time aos playoffs. Ainda que o desafio se repita em escala menor, o elenco demonstra resiliência, característica que será novamente colocada à prova.

Calendário imediato

O Nuggets encara, nos próximos dias, uma sequência de confrontos contra adversários competitivos, o que aumenta a necessidade de respostas rápidas. A indefinição sobre o retorno de Gordon, Braun e, agora, Murray acrescenta tensão à programação. A comissão técnica avaliará, jogo a jogo, a condição do elenco antes de confirmar escalações. Com a maratona de partidas da NBA, cada vitória conta e cada desfalque pesa.

Para sustentar o padrão de jogo e não perder fôlego no Oeste, Denver deverá reforçar a defesa coletiva, reduzir desperdícios de bola e buscar produção ofensiva distribuída. Até a volta dos titulares, o time confia na versatilidade de Jokic e no compromisso dos reservas, peças que ganharão holofotes na ausência dos principais nomes.

Enquanto isso, torcedores e analistas acompanham atentamente os boletins médicos. A expectativa é que exames detalhem a gravidade da entorse de Murray e ofereçam um panorama claro sobre prazos. Até lá, o debate gira em torno dos ajustes de Adelman, do protagonismo crescente de Jokic e da capacidade do Nuggets de atravessar mais uma turbulência física sem comprometer as ambições na temporada.

No curto prazo, o sinal de alerta aceso em Denver reflete tanto a importância estratégica de Murray quanto a fragilidade de um elenco diante de lesões consecutivas. As próximas semanas dirão se o atual campeão da NBA conseguirá manter-se entre os líderes do Oeste enquanto aguarda o retorno de seu armador titular.

Com informações de esportes.com.br

By bugou

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