O atacante Lionel Messi, de 38 anos, concedeu entrevista exclusiva à ESPN em 4 de dezembro de 2025 e comentou uma série de temas, entre eles a possibilidade de disputar a próxima Copa do Mundo, o bom momento do Boca Juniors com a chegada de Leandro Paredes e as memórias mais marcantes de sua trajetória no futebol.
Presença na Copa do Mundo de 2026 ainda é incerta
Mesmo vivendo fase destacada pelo Inter Miami, nos Estados Unidos, Messi preferiu não confirmar se vestirá novamente a camisa da seleção argentina no Mundial do ano que vem. O camisa 10 limitou-se a afirmar que fará o possível para tentar buscar o tetracampeonato, mas admite que existe chance de acompanhar o torneio de casa.
“Eu espero poder estar lá. Já disse no passado que adoraria disputar o torneio. No pior dos cenários, vou acompanhar pela TV”, declarou o capitão da Albiceleste.
Recordações e balanço da carreira
Questionado sobre o início no esporte, Messi lembrou que o desejo de infância era atuar profissionalmente pelo Newell’s Old Boys. O atacante contou que frequentava o estádio em Rosário, atuou nas categorias de base do clube, mas viu a vida mudar aos 13 anos, quando deixou a Argentina para se juntar ao Barcelona.
Durante a conversa, ele reconheceu que as conquistas obtidas superaram qualquer expectativa. “Vivi coisas enormes, muito mais do que poderia imaginar”, resumiu.
Melhor ano? 2012 ganha destaque, mas estatísticas não são prioridade
Messi afirmou que é difícil escolher a temporada mais brilhante de sua carreira, justamente porque depende do critério utilizado. Ele citou 2012 — ano em que marcou 91 gols pelo Barcelona e pela seleção —, mas ressaltou que não joga focado em números.
“Nunca liguei para números. Não fico pensando em dar uma assistência só para quebrar recorde”, disse. Ele também relembrou anos em que ganhou tudo com o Barça e disputou final de Copa América pela Argentina, ressaltando a dificuldade de apontar apenas um período.
Temperamento dentro de campo
Embora seja considerado tímido fora dos gramados, o atacante admitiu que se transforma ao pisar no campo. “Sempre fui um pouco esquentado. Em campo quero que tudo aconteça da forma certa”, explicou. Segundo ele, discussões em partidas não ultrapassam as quatro linhas e fazem parte do jogo competitivo.
Elogios ao Boca Juniors com Paredes
Messi dedicou palavras especiais a Leandro Paredes, companheiro de seleção que retornou ao Boca Juniors em 2025. Na visão do craque, o meio-campista deu novo padrão ao time xeneize, sobretudo nos compromissos em La Bombonera.
“Ele melhorou muito o Boca desde que chegou. O time ficou mais forte, especialmente em casa”, avaliou. O jogador explicou que a organização proporcionada por Paredes em campo é decisiva e disse ficar feliz ao ver o amigo realizar o sonho de voltar ao clube em que foi revelado.
Paredes e De Paul: “cães de guarda” da Albiceleste
Messi definiu Paredes e Rodrigo De Paul como atletas que todo time quer ter ao próprio lado, mesmo que sejam pouco apreciados pelos adversários. Fora do ambiente competitivo, entretanto, o craque ressaltou a humildade dos colegas.
“Em campo eles se transformam, fora dele são pessoas normais e incríveis”, revelou.

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Escolha do melhor treinador
Embora tenha trabalhado com nomes consagrados, o astro escolheu um profissional específico como o melhor de sua carreira. Sem hesitar, destacou a metodologia diferenciada que encontrou no período em que atuou sob esse comando. O nome citado não foi detalhado na transcrição divulgada, mas Messi reforçou a admiração pelo modo de trabalhar do técnico escolhido.
Argentina busca repetir título mundial
Campeão em 2022, Messi acredita que a seleção possui condições de lutar pelo bi consecutivo nos Estados Unidos, Canadá e México. Entretanto, ele alertou que torneios de seleções são decididos por detalhes.
“Sabemos que em Copa qualquer coisa pode complicar muito. Às vezes você acerta a trave e cai fora; pode ser eliminado nos pênaltis”, pontuou. O camisa 10 acrescentou que o título de três anos atrás removeu boa parte da pressão, mas não garante novo troféu.
Para Messi, a Albiceleste terá pela frente rivais de peso, entre eles França, Espanha, Inglaterra, Brasil e Alemanha, todos motivados a vencer o atual campeão.
Vida no Inter Miami
Durante a entrevista, o craque reconheceu o bom momento que vive na Major League Soccer. Aos 38 anos, ele se estabeleceu como principal referência técnica do Inter Miami desde a transferência realizada em 2023. O rendimento consistente no clube, porém, não foi suficiente para confirmar presença na Copa, reforçando a cautela quanto ao desgaste físico até 2026.
Reconhecimento dos torcedores e planos futuros
Messi agradeceu o apoio que recebe de torcedores nas diferentes passagens de sua carreira, mencionando o carinho demonstrado em Barcelona, Paris, Estados Unidos e Argentina. O atacante, entretanto, evitou antecipar decisões sobre aposentadoria, afirmando que prefere avaliar temporada a temporada.
Resumo das principais declarações
- Disputar a Copa de 2026 é desejo, mas não certeza; assistir ao torneio pela televisão é possibilidade.
- Leandro Paredes foi apontado como peça chave para a evolução do Boca Juniors.
- O ano de 2012, com 91 gols, foi lembrado, mas o atacante enfatizou que não joga em busca de recordes.
- Paredes e Rodrigo De Paul são considerados “cães de guarda” que todos querem no próprio elenco.
- Messi reconhece o grau de dificuldade para a Argentina manter o título mundial diante de seleções como França, Espanha, Inglaterra, Brasil e Alemanha.
Ao longo da conversa de quase uma hora, Lionel Messi reiterou a postura de evitar anúncios precipitados. O capitão argentino preferiu manter a cautela sobre a participação no Mundial de 2026, celebrou o bom desempenho do Boca com Paredes, recordou feitos individuais e coletivos e destacou a importância de competir sem perder a paixão.
Embora o futuro em grandes competições ainda não esteja definido, o camisa 10 assegurou que continuará se dedicando ao Inter Miami e à seleção sempre que convocado, buscando encerrar a carreira no alto nível que o consagrou.
Com informações de ESPN.com.br