O Flamengo transformou o centro do Rio de Janeiro em um imenso palco de comemoração na tarde de domingo, 30 de novembro de 2025. Menos de 24 horas depois de garantir o tetracampeonato da CONMEBOL Libertadores com vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, em Lima, no Peru, a equipe rubro-negra percorreu as ruas cariocas em trio elétrico sob aplausos de um mar de torcedores. A Prefeitura estimou a presença de aproximadamente 500 mil pessoas, número que reforçou a grandiosidade do evento e o peso da conquista para a torcida.
Convocados pelas redes sociais do clube e embalados pelo orgulho de erguer a taça continental pela quarta vez, os flamenguistas se concentraram desde o início da manhã em diferentes pontos da região central. Assim que os jogadores apareceram em cima do trio, vestindo uniformes de passeio e carregando faixas alusivas ao título, a multidão explodiu em cânticos, fogos de artifício e muitas bandeiras rubro-negras.
Provocação ao rival paulista
Um dos momentos que mais repercutiram durante o desfile foi a provocação direcionada ao Palmeiras, adversário da decisão. Em determinado trecho do trajeto, os atletas receberam de torcedores um caixão pintado de verde com o escudo do clube paulista. O objeto foi erguido acima das cabeças dos jogadores enquanto a massa cantava, em coro, a música conhecida nos estádios: “O Palmeiras não tem Mundial”.
O episódio ganhou contornos ainda mais curiosos quando as câmeras da ESPN flagraram quem puxava o coro no alto do trio. Tratava-se do lateral uruguaio Matías Viña, justamente ex-jogador do Palmeiras e campeão da própria Libertadores pelo clube alviverde em 2020. Sem esconder a empolgação, Viña comandou a parte vocal da provocação, arrancando risos dos colegas e intensificando o alvoroço dos torcedores presentes.
Troféu “remendado”
Outro detalhe que chamou atenção foi o estado do troféu da Libertadores exposto pelos atletas. Nas imagens de televisão, a parte superior da taça, onde fica o tradicional boneco dando um chute na bola, aparecia envolta por uma espécie de fita crepe. O improviso sugeria que a peça havia sofrido algum dano durante as comemorações no gramado do Estádio Monumental de Lima ou mesmo no vestiário. Para evitar que o boneco se desprendesse, foi aplicado um “remendo” paliativo, garantindo que o símbolo máximo da competição permanecesse inteiro durante o desfile carioca.
Ainda que incomum ver a cobiçada taça em tal situação, o fato acabou virando mais um componente folclórico da festa rubro-negra, repetidamente fotografado e compartilhado nas redes sociais ao longo do dia.
Alusão ao Mundial Intercontinental
Embalados pelo tetracampeonato, torcedores mais entusiasmados entoaram outro cântico: “PSG, pode esperar, a sua hora vai chegar”. O Paris Saint-Germain, campeão europeu nesta temporada, será o adversário sul-americano no Intercontinental programado para fevereiro de 2026. Apesar da insistência dos presentes, a maioria dos jogadores não aderiu à provocação, diferentemente do que ocorreu em 2022, quando um vídeo viralizou nas redes mostrando o então dirigente Marcos Braz provocando o Real Madrid no vestiário depois da final da Libertadores daquele ano.
Dessa vez, os atletas preferiram manter o foco na celebração do título recém-conquistado em Lima, limitando-se a interagir com os fãs, tirar fotos e erguer a taça acima da cabeça sempre que a arquibancada improvisada nas ruas pedia.
Logística da celebração
A operação montada pela Prefeitura do Rio incluiu bloqueios de trânsito, reforço de policiamento e instalação de postos médicos avançados. O trio elétrico partiu no início da tarde, deslocando-se lentamente pela região central. Em vários momentos, a comitiva precisou reduzir ainda mais a velocidade devido à grande quantidade de torcedores que se aproximavam. Mesmo assim, não foram registradas ocorrências graves até o fim da festa.
Pela transmissão, era possível observar jogadores revezando-se na frente do caminhão para cantar junto à torcida. Alguns erguiam bandeiras rubro-negras, enquanto outros exibiam medalhas e troféus. Vaias e gritos de satisfação se alternavam sempre que uma nova música ecoava, transformando a avenida em uma espécie de arquibancada a céu aberto.
Calendário imediato
Após a euforia, o elenco já tem compromisso marcado pelo Brasileirão. O Flamengo recebe o Ceará no Maracanã, na quinta-feira, 3 de dezembro, às 21h30 (horário de Brasília). Quatro dias depois, no domingo, 7 de dezembro, o time visita o Mirassol, às 16h. A comissão técnica pretende monitorar a condição física dos atletas, já que a maratona de partidas continua até o encerramento do campeonato nacional.

Imagem: Internet
Repercussão nas redes sociais
Os vídeos e fotos da festa dominaram as plataformas digitais durante todo o domingo. Hashtags relacionadas ao título rubro-negro atingiram os primeiros lugares nos assuntos mais comentados do Brasil no X (antigo Twitter) e no Instagram. Entre os conteúdos mais compartilhados, estavam o momento do caixão verde, a “gambiarra” na taça e as reações de Matías Viña puxando o coro.
A narrativa do “título sofrido” contra um rival nacional, em final disputada fora do país, foi destacada nos comentários dos torcedores. Muitos publicaram lembranças da madrugada de sábado para domingo, quando acompanharam a volta olímpica ainda no estádio peruano, e compararam a nova faixa de campeão às conquistas anteriores.
Contexto do título
O troféu levantado em Lima representa o quarto da coleção flamenguista na Libertadores. A vitória sobre o Palmeiras por 1 a 0 encerrou a edição 2025 do torneio continental e coroou a campanha rubro-negra, marcada por confrontos decisivos, goleadas e atuações individuais de destaque. O placar magro na final não diminuiu o entusiasmo dos torcedores, que celebraram intensamente cada lance, inclusive fora do país, conforme mostraram as transmissões.
No retorno ao Brasil, a delegação desembarcou no Aeroporto Internacional do Galeão na madrugada de domingo. De lá, seguiu direto para um hotel, onde o planejamento incluía algumas horas de descanso antes do desfile oficial. Ainda assim, dezenas de torcedores se posicionaram na saída do terminal para recepcionar os campeões com cantos e aplausos logo no primeiro contato em solo carioca.
Encerramento festivo
Enquanto a luz da tarde caía sobre o centro do Rio, o trio elétrico encerrou o trajeto e o sistema de som foi desligado gradativamente. Jogadores e comissão técnica agradeceram o apoio das arquibancadas móveis formadas por centenas de milhares de rubro-negros. O clube reforçou, em comunicado divulgado à imprensa, que a celebração foi planejada para permitir a proximidade entre time e torcida, sem comprometer a preparação para os compromissos seguintes.
Ao término da programação, os atletas desceram do caminhão ainda carregando a taça “remendada”. O objeto, símbolo máximo do futebol sul-americano, foi escoltado por seguranças do clube até um veículo oficial. A expectativa é de que o troféu passe por manutenção antes de ser exposto na sala de conquistas da Gávea.
A festa do tetra, portanto, entrou para a já extensa galeria de celebrações rubro-negras históricas, destacando-se pelo número de presentes, pelo improvável protagonismo de um ex-palmeirense nas provocações e, claro, pela fita crepe que manteve intacta a mais cobiçada taça do continente.
Com informações de ESPN.com.br