Igor Paixão, contratação mais cara da história do Olympique de Marseille, vem chamando a atenção não apenas pelos gols, mas sobretudo pela postura dentro e fora de campo. Na última sexta-feira, 21 de novembro, o atacante formado pelo Coritiba encerrou um jejum de cinco partidas sem balançar as redes ao anotar o quinto gol da vitória sobre o Nice por 5 a 1, em duelo válido pela Ligue 1. O lance, concluído quase sobre a linha após passe de Pierre-Emerick Aubameyang, reforçou a impressão de que o brasileiro de 25 anos começa a se adaptar ao futebol francês.

O triunfo diante do rival da Côte d’Azur deixou o Olympique mais confiante para o compromisso seguinte, marcado para esta terça-feira, 25 de novembro, contra o Newcastle, pela fase de grupos da Champions League. Na competição continental, Paixão já soma três gols em quatro aparições, desempenho que anima o técnico Roberto De Zerbi na busca por uma vaga nas oitavas de final.

Confiança mantida mesmo com poucos gols na Ligue 1

Desde que estreou oficialmente pelo clube, em setembro, o camisa 11 participou de dez partidas do Campeonato Francês e marcou duas vezes. Números discretos não tiram o sono da diretoria marselhesa, que desembolsou 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 227 milhões) para contratá-lo junto ao Feyenoord. Internamente, o entendimento é de que a sequência de jogos e a plena recuperação física serão suficientes para que o rendimento exibido na Eredivisie se repita no Vélodrome.

A confiança também se reflete nas palavras de De Zerbi. O treinador italiano defende que jogadores de talento, caso do brasileiro, não devem frear a criatividade por receio de errar. “Os atletas de qualidade não precisam pensar em evitar erros, mas sim em tentar”, disse o técnico, citado pelo jornal francês L’Équipe.

Elogios da mídia e do vestiário

O periódico esportivo, reconhecido pela cobertura detalhada do futebol francês, dedicou reportagem especial a Paixão às vésperas do confronto com o Newcastle. O diário destacou traços de sua personalidade, como o “enorme sorriso” que costuma exibir, as comemorações dançantes após cada gol e a predileção pelos dribles, mesmo que eventualmente perca a bola. Ainda segundo a publicação, o brasileiro exibe humildade, disciplina e espírito coletivo a ponto de encarar corridas de recomposição defensiva consideradas ingratas para um atacante.

Dentro do elenco, o comportamento tem sido celebrado. Companheiros relatam que o amapaense não recusa nenhuma função solicitada pela comissão técnica, seja atuando aberto pela esquerda, pela direita ou centralizado, posição que já ocupou ao lado de Mason Greenwood na vitória sobre o Paris Saint-Germain, em setembro, pela Ligue 1. Essa versatilidade amplia as opções de De Zerbi, que pode alternar o sistema ofensivo de acordo com o adversário.

Histórico de brilho na Holanda e expectativa em Marselha

A temporada 2024/25 com o Feyenoord colocou Paixão em evidência no mercado europeu. Foram 16 gols e 10 assistências, números que o deixaram como vice-artilheiro e segundo jogador com mais participações diretas em tentos na Eredivisie. O desempenho fez o Olympique apostar alto na transferência concluída em julho. O início em Marselha, contudo, foi marcado por uma lesão muscular que o afastou das primeiras rodadas e atrasou sua adaptação.

Recuperado, o atacante soma atualmente três partidas consecutivas como titular na Champions League e duas na Ligue 1, evidenciando evolução física e técnica. A continuidade em campo tem sido acompanhada por progressos estatísticos: além dos cinco gols no acumulado da temporada, ele figura entre os atletas do elenco que mais finalizam e mais duelam no um contra um na área adversária, de acordo com dados do departamento de análise do clube.

Cobrança por coragem após tropeço continental

Mesmo em fase de crescimento, Paixão precisou ouvir uma cobrança pública do treinador após a derrota por 1 a 0 para a Atalanta, no início de novembro, pela Champions. Na ocasião, De Zerbi reforçou a necessidade de o brasileiro “ter coragem” para arriscar as jogadas que o tornaram protagonista na Holanda. O recado foi absorvido: desde então o atacante passou a ousar mais nos dribles e buscar o chute de média distância, gerando maior volume ofensivo.

Possível vitrine para a Seleção Brasileira

O bom momento coincidiu com o interesse da Confederação Brasileira de Futebol em acompanhar de perto jogadores que atuam na Europa. Segundo o staff da entidade, o técnico Carlo Ancelotti e integrantes da comissão observarão o duelo com o Newcastle, de olho principalmente no volante Bruno Guimarães. Uma grande atuação de Paixão, no entanto, poderia colocá-lo no radar para futuras convocações, hipótese considerada plausível por membros do clube francês.

Adaptação ao estilo francês

Analistas internos ressaltam que o salto da Eredivisie para a Ligue 1 exige ajustes táticos e físicos. No futebol holandês, a ênfase recai sobre a troca de passes e as transições rápidas, enquanto na França o contato físico e a organização defensiva têm peso maior. Paixão, descrito como diligente nos treinos, intensificou sessões de fortalecimento muscular e trabalho de posicionamento sem bola. Esses detalhes, apontam os preparadores, explicam a rápida assimilação aos requisitos locais.

Números que sustentam o otimismo

Até o momento, o brasileiro registra média de 0,5 gol por partida na Champions, comparação que o coloca entre os principais artilheiros da fase de grupos. Na liga nacional, embora o índice seja menor, ele já criou 14 chances claras para companheiros, participou de 18 finalizações diretas e somou 12 desarmes, sinal de compromisso com a marcação. O scout defensivo reforça a percepção de um atacante disposto a contribuir em todos os setores do gramado.

Próximo desafio: Newcastle no Vélodrome

A partida desta terça-feira, prevista para as 17h (horário de Brasília), é tratada como decisiva para as pretensões marselhesas no torneio europeu. Uma vitória encaminhará a equipe à fase eliminatória e pode selar a condição de titular de Paixão. De Zerbi estuda manter o esquema com três atacantes, com o brasileiro aberto pela esquerda, Aubameyang como referência central e Ismaïla Sarr no flanco direito, repetindo a formação que goleou o Nice.

Em caso de novo gol, Paixão igualaria a melhor sequência de bolas na rede desde que chegou à França. Para o jogador, entretanto, a prioridade é contribuir coletivamente. “O importante é ganhar. Se eu marcar ou servir companheiros, tudo bem. Quero ajudar o Olympique a alcançar seus objetivos”, tem dito aos colegas, segundo relato de integrantes do departamento de comunicação do clube.

Repercussão entre torcedores

Nas redes sociais, a torcida do Olympique celebra a evolução do atacante. Publicações destacam a entrega exibida na recomposição defensiva e a alegria contagiante depois dos gols. Alguns adeptos já comparam o brasileiro a ídolos recentes que vestiram a camisa 11, lembrando que o número foi utilizado por jogadores de perfil driblador no passado. A identificação cresce a cada partida, especialmente depois da goleada sobre o Nice, considerada uma das melhores exibições do time na temporada.

O cenário positivo, porém, não diminui a cautela interna. Profissionais do clube evitam projeções além do curto prazo. A meta imediata é consolidar a classificação na Champions e escalar na tabela da Ligue 1, onde o Olympique busca vaga direta no próximo torneio continental. Nessa trajetória, Igor Paixão desponta como peça fundamental, seja pelos gols, pela versatilidade tática ou pela humildade que conquistou colegas, técnicos e a imprensa francesa.

Com a sequência cada vez maior de minutos jogados e a confiança restaurada, o brasileiro vislumbra prolongar o bom momento. Caso mantenha o nível apresentado recentemente, pode não apenas justificar o investimento recorde do clube, mas também abrir caminho para figurar entre os convocados da Seleção Brasileira nos próximos compromissos internacionais.

Com informações de Trivela

By bugou

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