Max Verstappen venceu o Grande Prêmio do Qatar, realizado neste domingo (30), e diminuiu para 12 pontos a distância que o separa de Lando Norris na classificação do Mundial de Pilotos da Fórmula 1. O resultado ganhou contornos decisivos depois de um equívoco estratégico da McLaren nos boxes, episódio que custou a liderança da prova aos carros de Woking e reanimou a luta pelo campeonato a apenas uma etapa do fim da temporada 2025.
O holandês da Red Bull, atual tetracampeão, largou entre os primeiros no circuito de Lusail e manteve ritmo forte durante todo o GP. A virada definitiva aconteceu quando a McLaren chamou Norris e Oscar Piastri aos boxes em momentos diferentes do planejado. O descompasso fez os pneus dos dois pilotos britânicos se degradarem rapidamente na parte final da corrida, cenário que Verstappen aproveitou para assumir a ponta e não mais ser alcançado.
Ao cruzar a linha de chegada, Verstappen somou pontos suficientes para chegar a 396, contra 408 de Norris. Piastri, que largou como vice-líder, caiu para a terceira posição na tábua de pontuação, agora com 392. A decisão do título, portanto, ficará para o GP de Abu Dhabi, marcado para o próximo domingo (7), às 10h (de Brasília), no Circuito de Yas Marina.
Além de recolocar o holandês no páreo, o desfecho no Qatar também embaralhou a disputa pelo vice-campeonato e manteve os três primeiros separados por apenas 16 pontos. Na prática, qualquer vitória combinada a eventuais tropeços rivais poderá redesenhar a ordem final do campeonato no encerramento da temporada.
Classificação atualizada do Mundial de Pilotos
A seguir, a pontuação dos 21 pilotos que marcaram presença no campeonato após a etapa de Lusail:
1º Lando Norris (McLaren) – 408 pontos
2º Max Verstappen (Red Bull) – 396
3º Oscar Piastri (McLaren) – 392
4º George Russell (Mercedes) – 309
5º Charles Leclerc (Ferrari) – 230
6º Lewis Hamilton (Ferrari) – 152
7º Kimi Antonelli (Mercedes) – 150
8º Alexander Albon (Williams) – 73
9º Carlos Sainz (Williams) – 64
10º Isack Hadjar (Racing Bulls) – 51
11º Nico Hülkenberg (Sauber) – 49
12º Fernando Alonso (Aston Martin) – 48
13º Oliver Bearman (Haas) – 41
14º Liam Lawson (Racing Bulls) – 38
15º Yuki Tsunoda (Red Bull) – 33
16º Esteban Ocon (Haas) – 32
17º Lance Stroll (Aston Martin) – 32
18º Pierre Gasly (Alpine) – 22
19º Gabriel Bortoleto (Sauber) – 19
20º Franco Colapinto (Alpine) – 0
21º Jack Doohan (sem equipe) – 0
A diferença enxuta entre os três primeiros coloca McLaren e Red Bull em estado de alerta máximo para a rodada de encerramento, já que cada ponto conquistado em Yas Marina poderá alterar o destino do troféu. Para manter a vantagem, Norris precisa terminar a prova à frente de Verstappen ou assegurar que o rival não some mais de 12 pontos em relação a ele. Piastri, por sua vez, necessita tirar 17 pontos do companheiro de equipe e superar também o holandês para erguer o título inédito.
No pelotão intermediário, George Russell consolidou o quarto lugar geral após completar o GP do Qatar na zona de pontuação, ampliando vantagem confortável sobre Charles Leclerc. O monegasco, ainda que matematicamente sem riscos de perder a quinta posição, observa de longe a batalha particular entre Lewis Hamilton e Kimi Antonelli, separados por apenas dois pontos.
A briga por posições segue intensa também na parte final do top 10. Alexander Albon manteve a oitava colocação, mas viu Carlos Sainz se aproximar após resultado consistente em Lusail. Já Isack Hadjar sustenta o décimo posto com dois pontos de margem para Nico Hülkenberg. Fernando Alonso, Oliver Bearman e Liam Lawson aparecem logo atrás, embaralhando uma disputa que se estende até o 15º lugar.

Imagem: erro de estratégia da McLaren
Entre as equipes, a McLaren continua na liderança, mas a Red Bull encurtou a diferença, impulsionada pela vitória de Verstappen e pelo sexto lugar obtido por Yuki Tsunoda. A Mercedes, com Russell e Antonelli, segue em terceiro, enquanto Ferrari ocupa a quarta posição na soma de pontos de Leclerc e Hamilton.
Com o campeonato decidido apenas na última corrida pela terceira vez em quatro temporadas, o paddock se dirige agora aos Emirados Árabes Unidos. O traçado de Yas Marina, palco habitual do desfecho da Fórmula 1, deverá receber atualizações de asa dianteira e pacotes de arrefecimento específicos devido às altas temperaturas noturnas características da região. Equipes e pilotos terão apenas quatro dias para revisar dados, ajustar estratégias e tentar escapar de erros que, como visto no Qatar, podem custar caro.
A programação em Abu Dhabi começa na sexta-feira (5), com os primeiros treinos livres. O sábado (6) será reservado à última sessão livre e à classificação. No domingo (7), a corrida terá largada às 10h, horário de Brasília, com 58 voltas previstas. Caso Norris termine em primeiro, garante o campeonato independentemente da posição de Verstappen. Se o holandês vencer, precisará que o britânico fique, no mínimo, em terceiro – cenário que abriria a chance de conquista por contagem de vitórias.
Para os demais competidores, a etapa final representa oportunidade de fechar o ano em alta ou, para aqueles sem contrato, mostrar serviço diante de chefes de equipe atentos ao mercado. Entre eles, Jack Doohan permanece sem assento para 2026, enquanto Franco Colapinto e Gabriel Bortoleto buscam assegurar vagas permanentes após estreias parciais ao longo da temporada.
Com a pressão elevada na ponta e movimentações por toda a tabela, a temporada 2025 se despede prometendo um espetáculo decisivo sob as luzes de Yas Marina. Cada ponto ganha importância redobrada, e qualquer deslize de estratégia – como o que ocorreu com a McLaren em Lusail – pode definir o destino do troféu mais cobiçado do automobilismo.
Com informações de ESPN.com.br