O zagueiro Danilo cravou seu nome na história do futebol mundial neste sábado, 29 de novembro de 2025. Em Lima, capital do Peru, o defensor marcou de cabeça o gol que definiu a vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Palmeiras na grande decisão da CONMEBOL Libertadores. O resultado rendeu ao Rubro-Negro o troféu continental e, ao mesmo tempo, colocou o jogador em um patamar inédito: ele passou a ser o primeiro atleta a acumular duas conquistas de Libertadores e outras duas da Uefa Champions League.

O feito, jamais registrado em mais de seis décadas dos dois principais torneios interclubes do planeta, foi alcançado graças a uma trajetória marcada por participações decisivas. Antes da noite peruana, Danilo já havia sido campeão da Libertadores em 2011, quando defendia o Santos. Na ocasião, também deixou sua marca na final diante do Peñarol, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Agora, 14 anos depois, repetiu o roteiro vestindo a camisa do Flamengo e outra vez balançou a rede em duelo que valia a taça.

No currículo europeu, o defensor soma dois títulos consecutivos de Champions League, erguidos em 2016 e 2017 pelo Real Madrid. Nessas temporadas, o clube espanhol assegurou a hegemonia continental, e Danilo integrou o elenco que superou Atlético de Madrid e Juventus em partidas decisivas. Com as medalhas douradas obtidas à época, o brasileiro tornou-se peça de uma geração merengue dominante, condição que agora se amplia com o sucesso recente na América do Sul.

O desfecho no Estádio Nacional de Lima foi construído aos moldes de uma final equilibrada. O Flamengo encontrou dificuldades para furar o bloqueio palmeirense, comandado pelo técnico Abel Ferreira, mas aproveitou cobrança de escanteio de Arrascaeta para abrir o placar. A bola viajou da esquerda para o miolo da área, e Danilo, bem posicionado, subiu mais que a defesa alviverde para testar firme no canto, sem chances para o goleiro Weverton. O lance se tornou o único gol da partida e garantiu a taça ao clube carioca.

O roteiro aumenta a aura de decisivo que acompanha o atleta desde os tempos de Santos. Na final de 2011, ele havia marcado o segundo gol da vitória por 2 a 1 contra o Peñarol aos 23 minutos do segundo tempo, consolidando o terceiro título continental da equipe santista. Em 2025, já convertido em zagueiro, repetiu a presença decisiva, reforçando a imagem de jogador de momentos grandes. Características como impulsão, bom posicionamento nas bolas paradas e sangue-frio em duelos decisivos ajudaram a explicar a reincidência de gols na hora que mais importava.

O troféu conquistado pelo Flamengo marca a segunda taça continental do clube em um intervalo de apenas três temporadas e confirma a fase vitoriosa do elenco rubro-negro. Danilo, contratado no início de 2024 para reforçar o sistema defensivo, disputou toda a campanha da Libertadores deste ano como titular absoluto, assumindo papel de liderança na retaguarda. A regularidade exibida ao longo do torneio se tornou peça fundamental para que a equipe carioca suportasse confrontos eliminatórios até chegar à decisão.

Ao combinar as duas Libertadores (2011 e 2025) às duas Champions (2016 e 2017), o defensor inaugurou uma categoria exclusiva de multicampeões em diferentes continentes. Até então, vários jogadores haviam vencido as duas competições ao menos uma vez, casos do argentino Carlos Tevez, do brasileiro Neymar ou do camaronês Samuel Eto’o. Nenhum, porém, alcançara duas medalhas em cada torneio, condição finalmente atingida pelo camisa 3 rubro-negro.

Além da façanha histórica, Danilo entra em uma lista restrita de brasileiros que decidiram duas finais de Libertadores com gols. Desde a criação do campeonato, apenas ícones como Coutinho, pelo Santos em 1962 e 1963, ou Célio Silva, pelo Flamengo em 1981 e 1982, haviam participado diretamente do placar em mais de uma decisão. O zagueiro, portanto, iguala-se a esse seleto grupo, reforçando a condição de especialista em jogos de título.

O percurso profissional do atleta revela passagens por times tradicionais dentro e fora do país. Revelado na base santista, mudou-se para o Porto em 2012, viveu ascensão rápida no cenário europeu e, em 2015, foi adquirido pelo Real Madrid. Após duas temporadas e os títulos continentais, transferiu-se para a Juventus e, em seguida, retornou ao Brasil, fechando com o Flamengo. Em cada uma dessas etapas, foi colecionando taças nacionais e internacionais, mas nenhuma se mostrou tão simbólica quanto a combinação de quatro principais troféus intercontinentais alcançada agora.

Com o apito final em Lima, jogadores, comissão técnica e dirigentes do Flamengo iniciaram a festa no gramado, ergueram a taça e celebraram com a torcida que viajou ao Peru. Danilo, ovacionado pelos companheiros, levantou o troféu ao lado do capitão do time e teve o nome gritado nas arquibancadas. A cena selou uma noite que entra para os arquivos do futebol mundial não apenas pelo título rubro-negro, mas pelo marco inédito que passa a encabeçar registros estatísticos tanto da Conmebol quanto da Uefa.

Em síntese, o gol de Danilo diante do Palmeiras assegurou ao Flamengo sua segunda Libertadores na década e fez o brasileiro atingir um feito sem precedentes: somar duas medalhas de campeão sul-americano e duas europeias em um mesmo currículo. A marca eleva o defensor a um patamar reservado a pouquíssimos atletas na história, reforçando o peso de sua trajetória continental e confirmando sua vocação para decisões.

Com informações de ESPN Brasil

By bugou

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