Discurso de Lula ressalta juventude e regulação das redes
Em 25 de outubro de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proferiu seu primeiro discurso após ser reeleito Presidente da República, em uma virada histórica no segundo turno das eleições. Durante a sua fala, Lula se declarou um “escolhido por Deus” e afirmou que a eleição representou uma “derrota da mentira”. Ele também fez menção aos seus “soldados”, referindo-se ao canal “Exército do Lula”, que teve um papel crucial na mobilização de sua campanha, coordenada pelo deputado federal André Janones.
O evento ocorreu em um palco montado para a celebração, onde Lula estava acompanhado do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, e de suas esposas, Janja Lula e Lu Alckmin. Entre os presentes, estavam parlamentares aliados como André Janones, Guilherme Cortez (Psol-SP), Marcelo Freixo (PR-RJ), Camilo Santana (PT-CE) e Dandara Tonantzin (PT-MG), além de ex-ministros como Fernando Haddad e Marina Silva.
Agradecimentos e a importância da juventude

Começando seu discurso, Lula agradeceu a Alckmin pela lealdade e ao povo brasileiro pela “generosidade”, com ênfase na participação da juventude nas urnas. Ele destacou que a vitória foi resultado do convencimento da população sobre a importância do voto para a democracia. “Nós tivemos o menor número de abstenções da história desse país”, afirmou, ressaltando a mobilização dos jovens e a defesa da democracia.
O presidente reeleito também fez referência à manifestação ocorrida na Avenida Paulista, em São Paulo, um dia antes da eleição, onde a multidão entoou trechos do Hino da Independência. “Numa demonstração de que esse país não aceita ser quintal de ninguém”, declarou.
Regulação das redes sociais
Um dos pontos centrais da fala foi a necessidade de regular as redes sociais. Lula criticou a “intromissão vinda de fora” e enfatizou que é necessário regular as plataformas digitais que, segundo ele, “ganham milhões e milhões, não pagando nenhum imposto para este país”. Ele ressaltou a importância de assegurar que as eleições não sejam influenciadas por empresas que operam fora do Brasil.
O presidente também fez questão de reconhecer o papel de Janones, a quem chamou de “general”, elogiando sua contribuição para a moral da campanha. Janones, visivelmente emocionado, estava ao lado de Lula durante a fala.
Compromissos e mudanças no governo
Lula declarou que a eleição trouxe lições e que pretende mudar a forma de governar. Ele se comprometeu a aumentar a participação popular nas decisões governamentais, utilizando a comunicação digital de maneira mais eficaz. “Eu quero dizer para vocês que nós vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões”, prometeu.
Além disso, destacou que não permitirá ser “interpretado por jornalista com má fé” e que buscará se comunicar diretamente com a população. “Na medida que ganhamos as eleições, não temos mais adversários. Eu tenho que governar pra 215 milhões”, afirmou, sublinhando a necessidade de cuidar de todas as idades, especialmente dos idosos.
Visão para o futuro
Na sequência, Lula reafirmou compromissos de campanha com as mulheres, a liberdade religiosa, a educação e a defesa do meio ambiente. Ele expressou o desejo de transformar o Brasil em um país desenvolvido, investindo nas economias digital, verde e criativa. “Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito. Mas ele foi eleito para governar para todos”, disse, respondendo a críticas sobre a composição do Congresso.
O presidente reeleito, que se autodenominou “Lulinha”, anunciou que não buscará outro mandato, mas se comprometeu a entregar “o melhor mandato que um presidente fez na história desse país”. Orgulhou-se de ser o único presidente metalúrgico, sem diploma universitário, a ser eleito quatro vezes democraticamente.
Reflexões finais
Ao encerrar seu discurso, Lula agradeceu a Deus por sua trajetória política, refletindo sobre sua escolha como líder. Ele fez uma observação descontraída sobre nunca ter ganhado uma eleição no primeiro turno, mas também nunca ter perdido no segundo. “Tá parecendo o Bolsonaro, só perde”, comentou.
Geraldo Alckmin foi o primeiro a discursar após Lula, agradecendo ao povo brasileiro e exaltando a juventude, afirmando que Lula “salvou, pela segunda vez, a democracia brasileira”. O vice-presidente eleito comprometeu-se a trabalhar com humildade e responsabilidade ao lado do presidente reeleito.
O discurso de Lula marca um novo capítulo em sua administração, com promessas de mudanças significativas e um foco na participação popular, especialmente da juventude, em um momento de desafios políticos e sociais no Brasil.
Informações de referência: www.terra.com.br.
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