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Wayne Rooney, considerado uma das maiores referências do Manchester United, revelou detalhes pouco convencionais de sua alimentação ao longo da carreira. Em episódio recente do podcast The Wayne Rooney Show, o ex-atacante contou que, mesmo atuando ou treinando em alto nível, costumava recorrer com frequência a refeições de fast food. O astro inglês chegou a encomendar produtos do Reino Unido para manter o hábito quando se mudou para o D.C. United, nos Estados Unidos.

O relato foi divulgado em 29 de novembro de 2025 e chamou atenção pela franqueza. Rooney explicou que sempre encarou as críticas ao seu peso com naturalidade, pois nunca se preocupou em se enquadrar nos padrões estéticos do futebol moderno. A mudança de continente não alterou esse comportamento: “Quando eu estava na América, eu encomendava macarrão instantâneo e batatas fritas Discos”, disse o ex-jogador, referindo-se aos salgadinhos de batata tradicionais no mercado britânico.

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Segundo Rooney, esses dois itens se tornaram tão essenciais em sua rotina que ele mandava buscá-los do outro lado do Atlântico. O macarrão — popular pela praticidade e preço baixo — era comprado em grandes quantidades. Os Discos, por sua vez, são petiscos difíceis de encontrar em supermercados norte-americanos. “Separava o macarrão, o tempero em pó, colocava na água fervendo e deixava descansar por uns cinco minutos”, detalhou ele, descrevendo o modo de preparo simples que levava para dentro das concentrações.

A revelação acrescenta um novo capítulo à relação de Rooney com a alimentação e o controle de peso. Durante a passagem pelo D.C. United, primeiro como jogador e depois como treinador, o inglês foi questionado publicamente sobre a forma física. Mesmo assim, manteve hábitos que fogem das dietas esportivas convencionais. O ex-atacante reforçou no podcast que seus “desejos culinários” não estavam ligados a luxo ou sofisticação, mas à familiaridade: o macarrão instantâneo era, em suas palavras, “extremamente barato e vendido no atacado a preços muito baixos”.

Rooney atuou pelo clube da Major League Soccer entre 2018 e 2019, período em que se tornou uma das figuras mais conhecidas do campeonato. Posteriormente, assumiu o comando técnico da equipe em 2022. A segunda passagem terminou em outubro de 2023, após duas temporadas, quando ele e a diretoria concordaram em encerrar o vínculo por não alcançarem a vaga nos playoffs da MLS naquele ano.

O hábito de recorrer ao fast food, porém, remonta ao início da carreira. Aos 16 anos, pouco antes da estreia na Premier League, o jovem Rooney passou pelo McDonald’s para fazer uma refeição “rápida”. Ele relembrou ter pedido um hambúrguer de frango com batatas fritas, mas rejeitou o refrigerante para não aumentar a ansiedade antes da partida. “Eu não tomei Coca-Cola”, pontuou, enfatizando que, naquele dia, somente dispensou o açúcar extra do refrigerante.

Mesmo em um cenário cada vez mais pautado por metodologias nutricionais, o ex-atacante reforçou que nunca seguiu planos alimentares específicos. Na avaliação de Rooney, o desempenho dentro de campo sempre falou mais alto que a balança. Ao longo do podcast, ele mencionou que vivia períodos em que ganhava peso com facilidade, mas isso não o impediu de alinhar técnica e entrega física exigidas pelo calendário inglês ou pela MLS.

A revelação chega em um momento em que ex-jogadores frequentemente compartilham bastidores da carreira e da vida pessoal. No caso de Rooney, o depoimento evidencia a diferença entre a realidade do atleta e o discurso vigente de alta performance baseado em dietas rígidas. Ainda assim, o inglês manteve foco na narrativa pessoal, limitando-se aos fatos: as encomendas regulares de macarrão instantâneo, as batatas fritas Discos e a passagem esporádica pelo McDonald’s antes da primeira partida profissional.

Rooney aproveitou o espaço do podcast para destacar que as escolhas alimentares não foram imposição de patrocinadores nem estratégia de marketing. “Não era sobre luxo; era simplesmente algo de que eu gostava”, observou. O ex-jogador ressaltou ainda o aspecto cultural: longe da Inglaterra, procurava sabores que remetiam à infância em Liverpool e à juventude em Manchester, reforçando o vínculo emocional com certos alimentos.

Atualmente, Rooney segue dedicado à carreira de técnico e, ocasionalmente, comenta futebol em veículos britânicos. Mesmo afastado dos gramados como atleta, ele continua reconhecido pelo impacto que teve em Old Trafford e pela postura franca fora de campo. Suas memórias sobre fast food acrescentam uma peça curiosa à trajetória do ídolo, mostrando que a rotina de um dos artilheiros históricos do Manchester United também incluía macarrão instantâneo preparado em cinco minutos e pacotes de batata frita enviados por avião.

Com o depoimento, Rooney reforça a ideia de que, apesar de treinamentos exaustivos e cobrança de alta performance, muitos atletas mantêm hábitos comuns à maioria das pessoas. O ex-atacante encerrou a conversa no podcast relembrando que nunca fez questão de esconder suas preferências alimentares — e que, mesmo nos períodos em que esteve no auge, não abriu mão de um prato rápido de fast food ou de sabores que o conectassem à terra natal.

Com informações de Trivela

By bugou

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