As concessões de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada registraram uma queda acentuada de 22,5% em fevereiro, enquanto a taxa média de juros disparou para 59,4% ao ano. Os dados do Banco Central (BC) revelam um cenário de cautela no mercado financeiro brasileiro em 2026.
Essa retração ocorre em um momento de transição regulatória para o novo Crédito do Trabalhador. Com a Selic mantida em 14,75%, o custo do dinheiro permanece elevado, pressionando tanto as famílias quanto as instituições financeiras a revisarem seus modelos de risco.
Por que os juros do consignado subiram?
Diferente do que muitos esperavam, a taxa média subiu 2 pontos percentuais em apenas um mês. Segundo analistas, os bancos estão ajustando seus sistemas e precificando a incerteza antes da consolidação total das novas regras governamentais. Para quem busca alternativas de liquidez sem se endividar, entender o planejamento financeiro e proteção patrimonial é essencial para evitar juros abusivos.
O Impacto do Crédito do Trabalhador
O governo federal aposta que o novo modelo aumentará a competição entre bancos e fintechs. A meta é reduzir o custo financeiro através de tetos de juros mais rígidos. No entanto, enquanto essa realidade não se consolida, investidores têm preferido manter a liquidez em ativos como CDBs de bancos médios, aproveitando os juros altos a seu favor em vez de pagá-los em empréstimos.
Indicadores de Fevereiro em Destaque:
- Concessões: Caíram de R$ 9,216 bi para R$ 7,146 bi (-22,5%).
- Juros Médios: Saltaram de 57,4% para 59,4% a.a.
- Saldo Total: Avançou 5,9%, atingindo R$ 92,506 bi (reflexo de contratos antigos).
Conclusão: Cautela é a Palavra de Ordem
O cenário de transição exige que o trabalhador compare o Custo Efetivo Total (CET) antes de qualquer contratação. Em tempos de juros altos e inflação persistente — como vemos na aceleração do CPI na Zona do Euro — a preservação do caixa pessoal vale ouro.
Você está pensando em contratar um consignado ou prefere esperar as novas regras? Deixe sua dúvida nos comentários!
Com informações de Banco Central e InfoMoney.

