O Paris Saint-Germain não pretende realizar investimentos de grande porte na próxima janela de transferências europeia, que se abre em janeiro. A informação foi confirmada pelo conselheiro esportivo do clube, Luís Campos, durante evento que celebrou os 50 anos do centro de formação parisiense.
Segundo o dirigente, o plano a longo prazo é reduzir a dependência de contratações caras e apostar nos jogadores formados em casa. “Não é porque vamos muitas vezes ao supermercado que nos tornamos bons cozinheiros. O clube está atento a oportunidades, mas não vai empilhar atletas nem colocar em risco a saúde financeira”, declarou.
Atenção ao mercado, mas sem exceder o orçamento
Questionado sobre a aplicação imediata dessa filosofia, Campos repetiu que o PSG analisará eventuais oportunidades de mercado, mas evitará gastos elevados. O dirigente citou o cenário econômico instável, agravado pela incerteza nos direitos de transmissão, como motivo adicional para a cautela.
Projeto para categoria sub-23
Para acelerar o desenvolvimento de jovens talentos, o conselheiro defendeu a criação de um campeonato nacional sub-23. “É invisível para muitos, mas muito importante para nós. Dar tempo de jogo aos jovens será benéfico para o futebol francês”, pontuou.
Monitoramento de promessas
Mesmo com a política de contenção de gastos, o PSG mantém uma rede de observação internacional. Entre os alvos mapeados, estão:
Imagem: IMAGO
- Karim Coulibaly, zagueiro de 18 anos do Werder Bremen, avaliado em 8 milhões de euros e com contrato até junho de 2029;
- Said El Mala, ponta esquerda de 19 anos do Colônia, autor de quatro gols e duas assistências em 10 partidas da Bundesliga, vinculado até junho de 2030 e estimado em 40 milhões de euros;
- Ryan Roberto, ponta direita da base do Flamengo, que possui cláusula de rescisão de 50 milhões de euros e também desperta interesse de Real Madrid, Barcelona e Ajax.
A estratégia de prospecção conduzida por Campos repete o modelo que o consagrou em passagens por Monaco e Lille, quando revelou diversos talentos antes de negociá-los por valores expressivos.
Por ora, a diretoria parisiense mantém o discurso de austeridade e reforça que qualquer movimento em janeiro obedecerá ao limite orçamentário estabelecido.
Com informações de Trivela