O presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, garantiu na noite desta sexta-feira, 28, que o clube não será rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. A declaração foi feita em entrevista coletiva no Beira-Rio logo depois da pesada derrota para o Vasco, resultado que manteve o Colorado em situação delicada na reta final da competição.
Confiança pública
Com postura firme, Barcellos iniciou a conversa com os jornalistas reforçando a crença no elenco e na comissão técnica. “Tenho plena confiança nos jogadores e na comissão técnica de que vamos superar essa fase. O Internacional não vai cair”, afirmou. O dirigente ainda pediu que atletas, torcedores e funcionários mantenham a convicção de que a permanência na elite é possível. “Precisamos acreditar, trabalhar e lutar até o fim para transformar este ano difícil em um 2026 diferente”, acrescentou.
Aos repórteres presentes, o mandatário coloradão fez questão de salientar que o discurso não se restringe a palavras de efeito. Segundo ele, a cúpula prepara ações internas para blindar o grupo, minimizar a pressão externa e criar um ambiente propício a uma reação imediata. Sem entrar em detalhes, disse que o momento exige união total nos bastidores.
Assunção de culpa
Barcellos não se esquivou de reconhecer falhas na montagem do plantel e nas decisões estratégicas tomadas ao longo da temporada. “A responsabilidade é nossa, não apenas da comissão técnica, mas também da direção que construiu este grupo”, declarou. O presidente admitiu que escolhas equivocadas influenciaram diretamente no desempenho abaixo do esperado, mas garantiu que a diretoria continuará empenhada em corrigir rotas até a última rodada.
“Estamos assumindo isso e seguimos confiando que é possível reagir”, continuou. Questionado sobre possíveis mudanças radicais, Barcellos citou apenas a abertura para “medidas adicionais”. Para ele, o mais urgente é reforçar internamente o compromisso de cada profissional com o objetivo principal: assegurar o Inter na Série A em 2026, ano citado diversas vezes por representar a próxima temporada que será planejada caso a permanência seja confirmada.
Queda na tabela
A goleada sofrida para o Vasco provocou estragos imediatos na classificação. O time gaúcho caiu para a 16ª colocação, estacionando nos 41 pontos. A zona de rebaixamento passou a assustar mais de perto porque o Vitória, primeiro clube dentro do Z-4, possui 39 e ainda entrará em campo neste sábado, 29, diante do Mirassol. Se os baianos conquistarem os três pontos, o Colorado terminará a rodada entre os quatro últimos.
Com dois jogos por disputar, a margem de erro praticamente desapareceu. O alerta não se limita aos números; atinge também o aspecto psicológico da equipe, que vem oscilando e não encontra estabilidade para emendar sequência positiva. A falta de reação imediata torna cada partida decisiva, cenário reiterado por Barcellos ao sublinhar a necessidade de “lutar até o fim”.
Compromissos decisivos
O Internacional volta a campo na próxima quarta-feira, 3, às 20 h, contra o São Paulo, pela 37ª rodada. O duelo acontecerá na Vila Belmiro, estádio escolhido por conta de indisponibilidade do Morumbi. Quatro dias depois, no domingo, 7, às 16 h, a equipe colorada encerra sua participação contra o RB Bragantino, desta vez diante de sua torcida no Beira-Rio.
Ambas as partidas foram classificadas pela diretoria como “finais”. A matemática é simples: vencer significa respirar; tropeçar pode resultar em queda. Nos bastidores, o departamento de futebol reconhece a necessidade de somar pontos imediatamente, mas evita projetar combinações de resultados. O discurso oficial prioriza a conquista dos seis pontos que restam em disputa.

Imagem: Internet
Ambiente interno
Fontes próximas ao vestiário relataram que a comissão técnica, respaldada pela presidência, iniciou conversas individuais com jogadores-chave para ajustar foco e concentração. O objetivo é resgatar confiança após o revés imposto pelos cariocas. Segundo Barcellos, o ambiente, apesar da pressão, segue “forte e determinado” em busca do mesmo propósito.
Ao abordar a situação do treinador e de sua equipe de auxiliares, o presidente reiterou o apoio incondicional. “Confio no trabalho que vem sendo feito e na capacidade de cada um de dar a resposta que a torcida espera”, sublinhou. Perguntado sobre uma eventual mudança no comando antes da última rodada, foi categórico: “Não está em pauta”.
Reação pedida à torcida
Durante a entrevista, Barcellos também fez referência ao papel da torcida nas duas jornadas restantes. Embora não tenha se estendido sobre campanhas de incentivo, o dirigente comentou que o fator casa contra o RB Bragantino será determinante. Reforçou, no entanto, que a mobilização deve começar já no confronto com o São Paulo, ainda que o jogo ocorra fora de Porto Alegre. “Onde o Inter estiver, precisamos sentir nosso torcedor perto”, pontuou, ressaltando a importância do apoio constante.
Discurso encerrado
Antes de deixar a sala de entrevistas, o presidente do Internacional repetiu o compromisso assumido no início da coletiva. “Vamos discutir todas as alternativas, mas o fundamental é que lutaremos até o último minuto. A gente não vai cair”, concluiu. O elenco se reapresenta neste sábado, data reservada para trabalhos regenerativos e reuniões táticas focadas no confronto da próxima semana.
Com a promessa de novas definições até segunda-feira, a direção aposta na rápida reorganização do grupo para transformar o discurso de confiança em resultados concretos dentro de campo.
Com informações de Terra