A temporada 2025/26 transformou o clima em Florença. Depois de campanhas respeitáveis tanto na Serie A quanto na UEFA Conference League, a Fiorentina se vê ameaçada de rebaixamento no Campeonato Italiano e aparece apenas na 17ª posição da fase de liga do torneio continental. O momento delicado provocou um desabafo do centroavante Edin Džeko, de 39 anos, que reconheceu publicamente o mau desempenho da equipe e reforçou o pedido de apoio aos torcedores.

Na última quinta-feira (27), a equipe toscana perdeu por 1 a 0 para o AEK, no estádio Artemio Franchi, em duelo válido pela quarta rodada da Conference League. Mesmo atuando em casa, o time não conseguiu se impor diante dos gregos, acumulou mais um resultado negativo e saiu de campo vaiado. O revés manteve a Viola numa posição incômoda na competição europeia e ampliou a pressão sobre o elenco.

Em entrevista à emissora Sky Sports após a partida, Džeko reconheceu a fase ruim e não poupou críticas ao grupo. “Somos um fracasso total, estamos jogando mal e talvez não mereçamos vestir essa camisa”, declarou o bósnio, que soma dois gols em 15 partidas na atual temporada. Mesmo assim, ele fez um apelo: “Precisamos que os torcedores nos ajudem; não dá para receber vaias a cada erro. Sozinhos, está difícil sair dessa situação”.

Queda de rendimento após bom fim de 2024/25

A frustração contrasta com o encerramento animador de 2024/25. Na ocasião, a Fiorentina atingiu a semifinal da Conference League, sendo eliminada pelo Betis, e fechou a Serie A na sexta colocação. O desempenho, porém, não foi suficiente para manter Raffaele Palladino no comando técnico. A diretoria, que vislumbrava títulos após a passagem de três anos de Vincenzo Italiano — marcada por um vice na Copa da Itália e dois na Conference —, optou por dispensar Palladino ao término da campanha.

Buscando alcançar patamares mais altos, o clube contratou Stefano Pioli, treinador que conquistou o scudetto com o Milan em 2022 e vinha de uma experiência no Al-Nassr. A segunda passagem de Pioli por Florença seria curta e traumática. Nas primeiras 10 rodadas da Serie A, a equipe acumulou quatro empates e seis derrotas, afundando na lanterna do campeonato. Apesar de ter estreado bem na Europa, vencendo as duas primeiras partidas da fase de liga da Conference, a péssima largada no nacional selou o destino do técnico.

Demissão de Pioli e chegada de Paolo Vanoli

No dia 4 de novembro, a diretoria decidiu interromper o trabalho de Pioli. Três dias depois, anunciou Paolo Vanoli como substituto. O novo comandante, porém, ainda não conseguiu promover a reação desejada. Nos três primeiros jogos à frente da Viola, somou empates contra Genoa e Juventus pela Serie A e sofreu a derrota para o AEK na competição continental.

A escassez de vitórias deixa o clube diante de um histórico incômodo. Desde que o sistema de três pontos foi adotado na Serie A, em 1994/95, apenas um time conseguiu escapar do descenso após passar as 12 primeiras rodadas sem triunfo: o Cagliari, em 2005/06. Naquele ano, os rossoblù quebraram o jejum na 13ª jornada e encerraram o campeonato na 14ª posição, com 39 pontos. A Fiorentina, portanto, tenta desafiar essa estatística para evitar uma queda que seria considerada desastrosa.

Confronto decisivo contra a Atalanta

Para sair da zona de perigo, o clube vê o próximo compromisso na liga como fundamental. No domingo (30), às 14h (horário de Brasília), a equipe visita a Atalanta na New Balance Arena. Além da necessidade de somar pontos, a partida é encarada como oportunidade de reconquistar confiança e pacificar a relação com a torcida, abalada por apresentações recentes marcadas por erros defensivos, ineficácia ofensiva e nervosismo em campo.

Edin Džeko, contratado para trazer experiência ao setor de ataque, reconhece a responsabilidade do elenco. O veterano destaca que os jogadores precisam melhorar o rendimento coletivo e individual, mas insiste que o ambiente no estádio pode influenciar diretamente no desempenho. “Não estamos pedindo aplausos quando perdemos, mas um pouco mais de apoio durante os 90 minutos pode fazer diferença”, justificou.

Contexto financeiro e expectativa da diretoria

Nos bastidores, a diretoria comandada por Rocco Commisso sabe que o rebaixamento teria forte impacto financeiro. A permanência na elite italiana é vista como condição essencial para manter receitas de direitos de televisão, patrocínios e bilheteria em patamar competitivo. Por esse motivo, o clube investiu na pré-temporada e aceitou o alto salário de um atacante veterano como Džeko, acreditando que a mescla de experiência e juventude pudesse impulsionar a equipe.

O planejamento, entretanto, não se traduziu em campo. Lesões em jogadores-chave, falhas defensivas recorrentes e dificuldade de criação ofensiva formaram um cenário no qual nem Pioli, nem Vanoli, conseguiram estabelecer um padrão de jogo consistente. A alta rotatividade no comando técnico e as expectativas infladas pela diretoria também aumentaram a pressão sobre o vestiário.

Próximos passos

Além do confronto diante da Atalanta, a Fiorentina terá sequência considerada dura nas semanas seguintes, incluindo duelos contra rivais diretos na parte de baixo da tabela e compromissos decisivos na Conference League. Caso não haja reação imediata, a diretoria pode ser obrigada a buscar reforços na janela de janeiro e reavaliar algumas escolhas do elenco.

Por enquanto, Paolo Vanoli tenta ajustar o sistema defensivo, que sofreu gols em 10 das 12 partidas disputadas na Serie A, e encontrar soluções para potencializar Džeko no ataque. A necessidade de pontos é urgente: o clube ocupa a zona de rebaixamento, e qualquer tropeço prolonga a sequência negativa.

O desabafo do atacante bósnio, portanto, reflete a insatisfação geral, mas também sinaliza que o grupo entende a gravidade do momento. Se o pedido de apoio será atendido, só o desempenho nas quatro linhas e o engajamento das arquibancadas dirão. Enquanto isso, a Fiorentina trabalha para transformar a turbulência em motivação e reescrever a própria história antes que seja tarde.

Com informações de Trivela

By bugou

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